Por que o pelo do meu cachorro está caindo?

A queda de pelo em cachorros é um fenômeno natural e, na maioria das vezes, esperada. No entanto, quando a perda se torna excessiva, repentina ou acompanhada de outros sintomas, é fundamental investigar as causas para garantir o bem-estar do seu pet. Entender o que faz o pelo do cachorro cair é o primeiro passo para oferecer o cuidado adequado.

  • Troca de pelo sazonal é normal em muitas raças.
  • Problemas de pele e alergias causam queda excessiva.
  • Parasitas internos e externos afetam a saúde da pelagem.
  • Estresse e ansiedade podem levar à perda de pelos.
  • Consulte um veterinário para diagnósticos precisos.

A pelagem de um cão desempenha funções vitais: isolamento térmico, proteção contra agressões externas, sensorial e, claro, a estética. Quando essa barreira natural é comprometida, surgem dúvidas e preocupações. Fatores como genética, alimentação, saúde geral e até mesmo o ambiente influenciam a integridade e a quantidade de pelos. Um veterinário é o profissional capacitado para diagnosticar a origem do problema, pois nem sempre a solução é tão simples quanto uma escovação mais frequente.

É importante diferenciar a queda fisiológica, que ocorre em ciclos naturais, da queda patológica, que sinaliza um problema de saúde subjacente. Na queda fisiológica, os pelos velhos caem para dar lugar aos novos, num processo contínuo e equilibrado. Já na queda patológica, a perda é desordenada, pode gerar falhas na pelagem (alopecia), irritações na pele e desconforto para o animal. Saber observar os sinais e procurar ajuda profissional é essencial para a saúde do seu companheiro.

A pele do cachorro é um órgão complexo e sua saúde reflete diretamente na qualidade e retenção dos pelos. Condições como dermatite preta em cachorro, por exemplo, podem ser um indicativo de que algo não vai bem, afetando a estrutura do folículo piloso e levando à queda. Assim, uma análise completa do animal, incluindo histórico e exame físico, é indispensável.

Em alguns casos, a queda de pelo pode estar associada a feridas específicas, como uma ferida de calazar em cachorro, que é uma doença grave transmitida por vetores. Nesses cenários, a perda de pelos é apenas um dos muitos sintomas que demandam atenção veterinária imediata. Portanto, a observação atenta de qualquer alteração é crucial para a saúde do seu pet.

A investigação das causas para a queda de pelo envolve muitas vezes descartar ou confirmar diversas hipóteses, desde as mais comuns, como a falta de nutrientes na dieta, até as mais complexas, como doenças autoimunes ou desequilíbrios hormonais. Cada cachorro é um indivíduo, e o que pode ser normal para um pode ser um sinal de alerta para outro.

A troca sazonal: um processo natural e esperado

Muitos tutores se assustam com a quantidade de pelos que o cachorro solta em determinadas épocas do ano, pensando que algo está errado. Na verdade, para a grande maioria das raças, essa é uma fase conhecida como troca de pelo sazonal ou muda. Cães de pelagem dupla, mais comuns em raças nórdicas ou mais antigas, passam por esse processo duas vezes ao ano, geralmente na primavera e no outono.

Durante a primavera, o cão perde o subpelo mais denso que o manteve aquecido durante o inverno, dando lugar a uma pelagem mais leve para o verão. No outono, o processo se inverte: o subpelo mais fofo e denso retorna para proteger o animal do frio intenso. Essa muda pode ser bastante intensa, levando a uma queda de pelos volumosa que pode durar de algumas semanas a um par de meses, dependendo do indivíduo e da raça.

Raças como Husky Siberiano, Golden Retriever, Labrador, Pastor Alemão e São Bernardo são conhecidas por apresentar uma muda sazonal mais pronunciada. A perda de pelo nestes períodos pode ser tão intensa que o animal pode parecer com falhas na pelagem, mas, na verdade, é apenas o subpelo caindo. A pelagem externa, mais longa e grossa, geralmente permanece intacta.

Como ajudar durante a troca sazonal

Embora a troca sazonal seja natural, ela pode ser auxiliada para tornar o processo mais confortável para o cão e para o tutor. A escovação frequente e adequada é a chave. Utilizar escovas específicas para subpelo, como rasqueadeiras ou "furminators" (embora com cautela para não agredir a pele), ajuda a remover os pelos soltos antes que eles se espalhem pela casa. A escovação remove os pelos mortos, estimula a circulação sanguínea na pele e distribui os óleos naturais, promovendo uma pelagem mais saudável.

A frequência da escovação durante a muda deve ser maior, idealmente diária, especialmente nas raças com pelagem dupla. Uma dica valiosa é realizar a escovação ao ar livre ou sobre uma superfície fácil de limpar, como um tapete de borracha ou jornal. Manter o cão bem hidratado e com uma dieta balanceada também contribui para a saúde da pele e do pelo, facilitando a regeneração.

O fator genético é um dos principais determinantes da intensidade e frequência da troca sazonal. Raças com pelagem mais uniforme ou sem subpelo, como Poodles ou Shih Tzus, tendem a ter uma queda de pelo muito menor e mais constante, mesmo fora desses períodos.

É fundamental não confundir a muda fisiológica com outros problemas. Se a queda de pelo vier acompanhada de coceira intensa, vermelhidão na pele, feridas, mau cheiro ou falhas que não parecem se recuperar, é hora de desconfiar e procurar um veterinário. A troca sazonal não deve causar desconforto ou problemas dermatológicos.

Parasitas e Infecções: Invasores que afetam o pelo

A presença de parasitas externos, como pulgas e carrapatos, é uma das causas mais comuns e preocupantes de queda de pelo em cães. Esses pequenos invasores não apenas causam coceira intensa e desconforto, mas também podem transmitir doenças e irritar a pele a ponto de provocar perda de pelos localizada ou generalizada. As picadas repetidas podem levar a reações alérgicas, como a Dermatite Alérgica à Picada de Pulga (DAPP), onde o cão reage à saliva da pulga, desenvolvendo lesões, prurido intenso e queda de pelo, especialmente na região lombar, base da cauda e coxas.

Os carrapatos, além de serem vetores de doenças graves como a Erliquiose e a Babesiose, também podem causar irritação local e, em infestações severas, anemia que contribui para a fragilidade da pelagem. A dermatite preta em cachorro, que se manifesta como manchas escuras e ásperas na pele, pode ser exacerbada ou mesmo causada por infestações crônicas de parasitas e alergias associadas.

As infecções fúngicas, como a dermatofitose (micose), também são vilãs da saúde capilar canina. Causam lesões circulares e com perda de pelo, descamação, e, por vezes, um aspecto avermelhado e inflamado. Outro exemplo é a piodermite, uma infecção bacteriana da pele que pode surgir secundariamente a outras condições, como alergias ou parasitas, resultando em pústulas, crostas e perda de pelo.

O papel dos parasitas internos

Não são apenas os parasitas externos que comprometem a pelagem. Vermes intestinais, como os ancilóstomos, podem prejudicar a absorção de nutrientes essenciais para a saúde da pele e do pelo. Um cão com alta carga parasitária interna pode apresentar pelagem sem brilho, opaca, quebradiça e com queda excessiva, mesmo que não haja sinais visíveis de parasitas externos. A desnutrição, mesmo que parcial devido a vermes, impacta diretamente a renovação celular e a produção de queratina, componentes fundamentais para um pelo forte.

Para combater esses inimigos, a prevenção é sempre o melhor caminho. Programas regulares de controle de parasitas, tanto externos (com produtos antipulgas e anticarrapatos indicados pelo veterinário) quanto internos (vermifugação periódica), são cruciais. A vacinação em dia e a manutenção de uma boa higiene do animal e do ambiente onde ele vive também ajudam a minimizar o risco de infestações e infecções.

Identificar e tratar prontamente qualquer sinal de parasitas ou infecções é vital para evitar que a queda de pelo se torne um problema crônico e para prevenir a transmissão de zoonoses.

Outro ponto a se observar são cães que coçam a orelha e lambem a pata: esses comportamentos podem ser indicativos de alergias ou infecções que, se não tratadas, podem se manifestar sistemicamente, afetando a pele e a pelagem em outras partes do corpo. A saúde da pele e a ausência de parasitas são a base para uma pelagem exuberante.

Alergias e Condições Dermatológicas: A pele como foco

As alergias representam uma das causas mais complexas e frustrantes de queda de pelo em cachorros. A pele do cão é um órgão sensível, e reações alérgicas podem ser desencadeadas por uma vasta gama de fatores, incluindo alimentos, componentes ambientais (pólen, ácaros, mofo) e até mesmo produtos de higiene. Quando um cão é alérgico, seu sistema imunológico reage de forma exagerada a substâncias que seriam inofensivas para outros animais, resultando em inflamação, coceira intensa e, consequentemente, perda de pelos.

As alergias alimentares, por exemplo, podem manifestar-se com sintomas dermatológicos como prurido persistente, vermelhidão, infecções secundárias (bacterianas ou fúngicas) e queda de pelo, muitas vezes acompanhada de problemas gastrointestinais. O diagnóstico geralmente envolve uma dieta de eliminação rigorosa, supervisionada por um veterinário, para identificar o ingrediente causador da reação. A dermatite preta em cachorro pode ser uma manifestação de alergia crônica, onde a pele reage com hiperpigmentação e perda de pelos.

As alergias ambientais, também conhecidas como dermatite atópica canina, são mais sazonais ou perenes, dependendo do alérgeno. Cães com dermatite atópica frequentemente coçam a região das patas, orelhas, focinho e abdômen, levando à perda de pelos nessas áreas devido ao ato de coçar e à inflamação. É comum que o cachorro coça a orelha e lambe a pata incessantemente nesses casos.

Outras doenças de pele que causam queda de pelo

Além das alergias, outras condições dermatológicas são causas significativas de alopecia (perda de pelo). A sarna, causada por ácaros como o *Sarcoptes scabiei* (sarna sarcóptica) ou *Demodex canis* (sarna demodécica), provoca lesões cutâneas variadas, coceira intensa e perda de pelos. A sarna sarcóptica é altamente contagiosa e causa um prurido insuportável, levando o cão a se automutilar. A sarna demodécica, embora não seja contagiosa para humanos, pode indicar um sistema imunológico enfraquecido, especialmente em cães adultos, e também resulta em falhas na pelagem.

Doenças hormonais, como o hipotireoidismo (baixa produção de hormônios da tireoide) ou a síndrome de Cushing (excesso de produção de cortisol), frequentemente manifestam-se com alterações na pelagem. O hipotireoidismo pode causar perda de pelo simétrica em ambos os lados do corpo, pele seca, espessada e ganho de peso. A síndrome de Cushing pode levar a uma pelagem fina, quebradiça, com perda de pelos e abdômen proeminente. Em alguns casos, o cachorro com pele enrugada pode estar associado a condições que afetam a textura da pele e a saúde capilar.

O diagnóstico de alergias e dermatites requer investigação veterinária detalhada, muitas vezes combinando exames clínicos, testes alérgicos e análise de histórico. A dermatite canina é contagiosa apenas em casos de infecções fúngicas ou sarna, dependendo do agente causador, mas alergias em si não são transmitidas.

O tratamento para essas condições geralmente envolve um plano multifacetado, que pode incluir medicamentos para controlar a inflamação e a coceira, terapias específicas para a doença de base, shampoos e condicionadores medicinais, e ajustes na dieta. Acompanhamento veterinário regular é essencial para monitorar a resposta ao tratamento e ajustar as terapias conforme necessário.

Estresse, Ansiedade e Comportamento: Fatores Psicológicos

O bem-estar emocional de um cachorro tem um impacto direto na sua saúde física, incluindo a integridade da sua pelagem. Fatores psicológicos como estresse, ansiedade, tédio e até mesmo uma mudança drástica na rotina podem desencadear ou agravar a queda de pelo em cães. Essa condição, conhecida como alopecia psicogênica, ocorre quando o animal, sob forte pressão emocional, desenvolve comportamentos compulsivos ou seu corpo reage com desequilíbrios que afetam o ciclo de crescimento do pelo.

A lambedura excessiva é um dos comportamentos mais comuns associados ao estresse e à ansiedade. Um cão ansioso ou entediado pode começar a lamber compulsivamente uma determinada área do corpo – como as patas, a barriga ou os flancos – até que a pele fique irritada, inflamada e os pelos caiam. Esse ciclo vicioso de lamber e irritar a pele pode ser difícil de quebrar e requer intervenção para tratar a causa raiz da ansiedade.

Mudanças no ambiente, como a chegada de um novo membro na família (humano ou animal), uma mudança de casa, a ausência prolongada do tutor ou até mesmo barulhos altos e assustadores (fogos de artifício, tempestades), podem ser gatilhos para o estresse em cães sensíveis. Esses eventos podem desestabilizar o animal, levando-o a apresentar comportamentos de ansiedade e, consequentemente, perda de pelo.

Como identificar e gerenciar o estresse em cães

Observar o comportamento do seu cão é fundamental para identificar sinais de estresse ou ansiedade. Além da lambedura compulsiva, outros sinais incluem: bocejos frequentes fora de hora, lamber os lábios constantemente, orelhas para trás, cauda entre as pernas, tremores, vocalização excessiva (latidos, uivos), comportamento destrutivo ou isolamento social. Se você notar que seu cachorro está excessivamente agitado ou apático, pode ser um indicativo de que algo não vai bem emocionalmente.

O manejo do estresse e da ansiedade em cães geralmente envolve identificar e minimizar os gatilhos estressores, além de enriquecer o ambiente do animal. Isso pode incluir:

  • Exercício Físico Adequado: Garanta que seu cão receba a quantidade de atividade física diária necessária para sua raça e idade. Passeios regulares, corridas e brincadeiras ajudam a liberar energia acumulada e a reduzir a ansiedade.
  • Enriquecimento Ambiental: Ofereça brinquedos interativos, quebra-cabeças de comida e atividades que estimulem mentalmente o cão. Isso combate o tédio e mantém o animal engajado.
  • Treinamento Positivo: Reforçar comportamentos desejados e usar técnicas de treinamento baseadas em recompensas pode aumentar a confiança do cão e fortalecer o vínculo com o tutor.
  • Rotina Estável: Cães se beneficiam de uma rotina previsível para alimentação, passeios e descanso. Mudanças bruscas podem ser desestabilizadoras.
  • Ambiente Seguro: Crie um espaço tranquilo onde o cão possa se sentir seguro, especialmente durante momentos de estresse, como tempestades ou fogos de artifício.

Em casos mais severos, um veterinário comportamentalista pode ser consultado. Ele poderá recomendar terapias comportamentais específicas e, se necessário, medicamentos ansiolíticos que, em conjunto com as mudanças de manejo, podem ajudar a restabelecer o equilíbrio emocional e, consequentemente, a saúde da pelagem.

A saúde mental do seu pet é tão importante quanto a física e impacta diretamente a qualidade de sua vida e de sua pelagem.

Nutrição e Deficiências: O que a dieta pode causar

A alimentação desempenha um papel central na saúde da pele e do pelo de qualquer animal, e com os cães não é diferente. Uma dieta desbalanceada, pobre em nutrientes essenciais ou de baixa qualidade, pode ser uma causa direta de queda de pelo excessiva, opaca e quebradiça. O pelo é composto majoritariamente por queratina, uma proteína, e sua formação depende de uma ingestão adequada de aminoácidos, vitaminas e minerais.

A deficiência de proteínas de alta qualidade na dieta pode levar à perda de pelos, pois o corpo não terá os blocos de construção necessários para manter a estrutura capilar. Similarmente, a falta de ácidos graxos essenciais, como ômega-3 e ômega-6, pode comprometer a barreira lipídica da pele, tornando-a seca, escamosa e menos resistente, o que resulta em pelos fracos e propensos à queda. O cachorro com pele enrugada pode, em alguns casos, ter sua condição agravada por deficiências nutricionais que afetam a hidratação e elasticidade da pele.

Vitaminas como a biotina (vitamina B7), a vitamina A e o complexo B, e minerais como zinco e selênio, são cruciais para a saúde da pele e do pelo. A deficiência de zinco, por exemplo, pode levar à alopecia, descamação e hiperpigmentação. A falta de vitaminas do complexo B pode afetar o metabolismo celular, impactando o ciclo de crescimento do pelo. É importante notar que o excesso de certas vitaminas também pode ser prejudicial, daí a importância de uma dieta balanceada e, se necessário, suplementação orientada por profissional.

Suplementação: Quando e como fazer?

Muitas vezes, a solução para a queda de pelo relacionada à nutrição não é simplesmente trocar a ração, mas sim garantir que a dieta atual seja completa e balanceada. Rações de boa qualidade já contêm os nutrientes necessários. No entanto, em casos específicos de deficiência diagnosticada ou quando o cão tem necessidades especiais (como filhotes em crescimento, cães idosos, gestantes ou com condições médicas específicas), a suplementação pode ser indicada.

Suplementos populares para a saúde da pele e do pelo incluem óleo de peixe (rico em ômega-3), óleo de linhaça (ômega-3 e 6), biotina, zinco e complexos vitamínicos. Contudo, a suplementação deve ser sempre feita sob orientação de um médico veterinário. O profissional poderá avaliar a dieta do cão, solicitar exames se necessário e prescrever a dosagem e o tipo de suplemento mais adequado, evitando desequilíbrios que poderiam piorar o quadro ou causar outros problemas de saúde.

Uma alimentação de qualidade, específica para a fase de vida e as necessidades do seu cão, é a base para uma pele saudável e uma pelagem brilhante.

A ingestão de água também é um fator frequentemente subestimado. A desidratação pode deixar a pele seca e o pelo quebradiço, contribuindo para a queda. Certifique-se de que seu pet tenha sempre acesso a água fresca e limpa.

Condições Hormonais e Metabólicas: Desequilíbrios Internos

Desequilíbrios hormonais e certas disfunções metabólicas podem ter um impacto profundo na saúde da pelagem de um cão, muitas vezes manifestando-se como queda de pelo difusa ou localizada. Essas condições afetam o ciclo de crescimento do pelo, a saúde da pele e a capacidade do corpo de manter uma pelagem densa e saudável.

O hipotireoidismo, uma condição onde a glândula tireoide não produz hormônio suficiente, é uma das causas hormonais mais comuns de problemas de pele e pelo em cães. Os sintomas dermatológicos incluem queda de pelo simétrica (geralmente nos flancos e tronco, poupando a cabeça e as patas), pele seca, escamosa, espessada, e escurecimento da pele (hiperpigmentação). A pelagem tende a ficar rala, sem brilho e pode ser facilmente arrancada. O cachorro com pele enrugada pode ter essa característica exacerbada pelo hipotireoidismo.

A Síndrome de Cushing (hiperadrenocorticismo) é outra condição endócrina importante. Caracteriza-se pela produção excessiva de cortisol pelo corpo, geralmente devido a um tumor na hipófise ou nas glândulas adrenais. Os sinais na pelagem incluem afinamento da pele, perda de pelo bilateral e simétrica, e um abdômen pendular proeminente. A pele pode ficar fina e frágil, tornando o cão mais propenso a infecções e ferimentos. Embora não seja uma queimadura em cachorro diretamente, a fragilidade da pele pode levar a lesões que parecem queimaduras.

Outras disfunções e suas manifestações

A dermatite preta em cachorro pode ser um sintoma de diversas condições, incluindo alergias, infecções, mas também desequilíbrios hormonais como o hipotireoidismo ou a síndrome de Cushing. A pele escura e o pelo ralo são respostas do corpo a esses distúrbios internos.

Problemas no ciclo reprodutivo também podem afetar a pelagem. Ciclos de cio irregulares ou a ausência de cio em fêmeas não castradas podem estar associados a desequilíbrios hormonais que levam à queda de pelo. A castração, por outro lado, pode em alguns casos levar a uma pelagem mais fina ou a alterações na textura, embora geralmente seja benéfica para a saúde geral.

Investigar e tratar condições hormonais e metabólicas é fundamental, pois elas exigem manejo veterinário contínuo e específico.

Em casos mais severos, como uma ferida de calazar em cachorro, a doença sistêmica compromete o organismo de forma geral, e a perda de pelo pode ser apenas um dos muitos sinais de alerta de um quadro grave que requer atenção veterinária imediata.

O diagnóstico dessas condições geralmente envolve exames de sangue detalhados, testes hormonais específicos e, por vezes, exames de imagem. O tratamento visa corrigir ou controlar o desequilíbrio hormonal, o que pode levar à melhora significativa da saúde da pele e da pelagem ao longo do tempo.

Cuidados e Prevenção: Mantendo a Pelagem Saudável

Manter a pelagem do seu cachorro saudável e bonita vai além de simplesmente evitar a queda excessiva; é uma questão de bem-estar e saúde geral. Uma rotina de cuidados consistente, aliada a uma atenção especial aos sinais que o cão apresenta, pode prevenir muitos problemas e garantir que seu companheiro esteja sempre no seu melhor.

A base de tudo é uma nutrição de qualidade. Escolha uma ração formulada para atender às necessidades específicas do seu cão, considerando idade, porte, nível de atividade e quaisquer condições de saúde preexistentes. Consulte seu veterinário para recomendar a melhor opção. Água fresca e limpa deve estar sempre disponível.

A Importância da Higiene e Escovação

A escovação regular é, sem dúvida, uma das ferramentas mais poderosas para a saúde da pelagem. A frequência ideal varia conforme o tipo de pelo: cães de pelo curto podem precisar de escovação uma ou duas vezes por semana, enquanto raças de pelo longo ou com subpelo denso se beneficiam de escovação diária. A escovação remove pelos mortos, evita a formação de nós e emaranhados (que podem causar desconforto e problemas de pele), estimula a circulação sanguínea e distribui os óleos naturais da pele, conferindo brilho e vitalidade à pelagem.

O banho também é importante, mas deve ser feito com moderação e utilizando produtos adequados. Banhos em excesso ou com shampoos inadequados podem remover a oleosidade natural da pele, levando ao ressecamento, irritação e consequente queda de pelo. A frequência ideal de banhos pode variar de uma vez por semana a uma vez a cada dois meses, dependendo da raça, do estilo de vida do cão e da recomendação veterinária.

Uma rotina de cuidados consistente é o melhor investimento na saúde e beleza da pelagem do seu pet.

Considere o uso de condicionadores específicos para cães para ajudar a desembaraçar e hidratar a pelagem, especialmente em cães de pelo longo. Ao secar o cão após o banho, utilize uma toalha ou secador em temperatura morna/fria, sempre com cuidado para não agredir a pele.

O corte de pelo, em raças que necessitam, deve ser feito por um profissional qualificado. A maquininha de cortar pelo de cachorro, quando usada corretamente, pode manter o pelo em um comprimento adequado e evitar emaranhados excessivos, mas é preciso habilidade para não machucar o animal ou irritar a pele.

Quando procurar o veterinário: Sinais de Alerta

Embora a queda de pelo sazonal seja natural, existem diversos sinais de alerta que indicam a necessidade de procurar um médico veterinário. Ignorar esses sinais pode levar a um agravamento de condições de saúde, desconforto para o cão e dificuldades maiores no tratamento.

Se a queda de pelo for repentina, excessiva, em áreas específicas (formando falhas redondas ou irregulares), ou acompanhada de vermelhidão, irritação, feridas, crostas, descamação ou mau cheiro na pele, é hora de buscar ajuda profissional. Coceira intensa e persistente, que leva o cão a se coçar ou lamber compulsivamente, é outro forte indicativo de que algo não está bem. Se o cachorro coça a orelha e lambe a pata de forma exagerada, pode ser um sinal de alergias ou infecções que precisam de atenção.

A importância do diagnóstico profissional

Apenas um veterinário possui o conhecimento e as ferramentas para diagnosticar a causa exata da queda de pelo. Ele poderá realizar um exame físico completo, avaliar o histórico do animal e solicitar exames complementares, como:

  • Raspados de pele: Para identificar a presença de ácaros (sarna).
  • Cultura fúngica ou bacteriana: Para diagnosticar micoses ou infecções bacterianas.
  • Exames de sangue: Para avaliar a saúde geral, verificar deficiências nutricionais, e diagnosticar doenças hormonais como hipotireoidismo ou Síndrome de Cushing.
  • Testes alérgicos: Para identificar alérgenos ambientais ou alimentares.

Não tente diagnosticar ou tratar a queda de pelo do seu cão por conta própria; a intervenção precoce aumenta as chances de sucesso no tratamento.

Condições como dermatite preta em cachorro, queimadura em cachorro (por irritantes químicos ou calor), ou mesmo uma ferida de calazar em cachorro, requerem diagnóstico e tratamento veterinário especializado. Tentativas de tratamento caseiro podem piorar o quadro, atrasar a cura e causar dor desnecessária ao animal.

Lembre-se que um cachorro que não solta pelo e não tem cheiro forte não é necessariamente o padrão ideal para todas as raças. Algumas raças naturalmente soltam menos pelo, mas a ausência total de queda pode, em casos raros, indicar um problema mais sério. O mais importante é que a pelagem e a pele do seu cão estejam saudáveis e confortáveis.