Compreendendo o Câncer de Pele em Cães
A detecção precoce do câncer de pele em cachorros é um fator determinante para o sucesso do tratamento e para a qualidade de vida do animal. Ao contrário do que muitos tutores imaginam, o termo "câncer de pele" abrange uma variedade de tumores malignos que podem surgir em diferentes camadas da derme, como epiderme, derme, folículos pilosos ou glândulas sebáceas. Entender as características gerais dessas neoplasias é o primeiro passo para que você possa identificar potenciais anomalias no seu pet.
Um dos aspectos mais importantes a se considerar é que cães, assim como humanos, podem desenvolver diferentes tipos de câncer de pele. Alguns são mais agressivos e de rápida progressão, enquanto outros tendem a ser mais lentos e menos invasivos. A pele do cachorro é um órgão extenso e complexo, exposto a diversos fatores ambientais e influenciado por sua genética e saúde geral. Por isso, qualquer alteração que você note, por menor que seja, deve ser observada com atenção.
A identificação do início do câncer de pele em cachorro exige um olhar atento e regular sobre o corpo do animal. A pele é a primeira barreira de proteção do corpo, e quando essa barreira é comprometida por células cancerígenas, podem surgir sinais visíveis ou palpáveis. A atenção a mudanças, como o aparecimento de nódulos, feridas que não cicatrizam ou alterações na pigmentação, é fundamental. Lembre-se que a prevenção, através de cuidados com a saúde geral e a pele, e a vigilância constante são seus melhores aliados.
A Pele Canina Como Indicador de Saúde
A pele e a pelagem de um cachorro são frequentemente os primeiros indicadores de seu estado de saúde geral. Uma pele saudável é elástica, bem hidratada, sem vermelhidão excessiva, descamação ou prurido (coceira) intenso. A pelagem deve ser brilhante e completa. Quando algo está errado, seja uma infecção, uma alergia ou algo mais sério como o início do câncer de pele em cachorro, essas características podem mudar drasticamente. Portanto, a inspeção rotineira da pele, especialmente em áreas como o abdômen, axilas, virilha, focinho e orelhas, é uma prática indispensável para a detecção precoce de quaisquer anomalias.
É importante notar que nem toda alteração na pele de um cachorro é câncer. Muitas condições, como sarna em cachorro, dermatites, infecções fúngicas ou bacterianas, ou reações alérgicas, podem causar sintomas semelhantes, como vermelhidão, coceira intensa (cachorro se coçando muito) e queda de pelo em cachorro. No entanto, a persistência de uma lesão, o crescimento anormal de um nódulo ou a presença de feridas que não cicatrizam são sinais de alerta que justificam uma avaliação veterinária imediata. Ignorar esses sinais pode permitir que uma condição potencialmente tratável avance para estágios mais graves.
A pele atua como um escudo contra patógenos e danos ambientais, além de regular a temperatura corporal e servir como órgão sensorial. Alterações em sua aparência ou textura podem indicar desde problemas superficiais até doenças sistêmicas. No contexto do câncer de pele, a pele é o local primário onde as células anormais começam a se multiplicar descontroladamente. Por isso, o ato de examinar regularmente a pele do seu pet é um dos pilares da medicina preventiva veterinária, oferecendo a chance de intervir antes que o problema se agrave.
Sinais Clássicos do Início do Câncer de Pele em Cachorro
Identificar o início do câncer de pele em cachorro envolve reconhecer uma série de sinais que podem variar dependendo do tipo de tumor e de sua localização. Geralmente, o primeiro sinal visível é o aparecimento de uma nova massa ou nódulo na pele. Estes podem surgir em qualquer parte do corpo: no tronco, nas patas, na cabeça, nas orelhas, nas pálpebras ou até mesmo na boca. A textura e o tamanho dessas lesões são variáveis; podem ser pequenas, elevadas, planas, ásperas, lisas, moles ou firmes ao toque.
É crucial que os tutores estejam atentos a qualquer alteração que fuja do comum. Por exemplo, uma pinta ou marca na pele que começa a crescer rapidamente, mudar de cor, sangrar, ulcerar ou causar desconforto ao cachorro (levando-o a lamber ou coçar a área incessantemente) são indicativos sérios. A queda de pelo em cachorro pode ocorrer sobre a lesão ou ao redor dela, devido à inflamação ou à própria natureza do crescimento tumoral. A pele ao redor da lesão também pode apresentar vermelhidão ou inchaço.
Além das massas visíveis, outros sinais podem estar associados ao início do câncer de pele em cachorro. Feridas que demoram a cicatrizar, alterações na pigmentação da pele (manchas escuras ou claras que surgem ou se expandem), descamação persistente ou crostas em áreas específicas podem ser manifestações de certos tipos de neoplasias cutâneas. A presença de qualquer uma dessas alterações, especialmente se não houver uma causa aparente como um arranhão ou picada de inseto, deve ser investigada por um veterinário o mais rápido possível.
Nódulos e Massas: Os Primeiros Alertas
A manifestação mais comum do início do câncer de pele em cachorro são os nódulos ou massas. Estes podem aparecer sob a pele ou emergir da superfície. Ao apalpar seu pet durante um carinho de rotina, sinta cuidadosamente toda a extensão do corpo. Uma massa cancerígena pode ser dura, irregular e indolor no início, mas à medida que cresce, pode causar desconforto. É importante diferenciar um nódulo benigno (como um lipoma, que é uma gordura encapsulada) de uma lesão suspeita. A característica de crescimento rápido é um fator de grande preocupação.
Alterações na Pele e Pelagem
Para além dos caroços, observe se há áreas de pele mais grossa, enrugada ou com textura alterada. A perda de pelo localizada em torno de uma área específica, sem que haja sinais de pulgas ou carrapatos, também merece atenção. Em alguns casos, o câncer de pele em cachorro pode manifestar-se como uma área avermelhada, inflamada ou com crostas que não desaparecem com tratamentos comuns para dermatite em cachorro. Tutores que utilizam um shampoo para cachorro com dermatite e não veem melhora podem estar lidando com algo mais sério.
Feridas e Úlceras Persistentes
Uma ferida que não cicatriza, especialmente se aparecer em uma área de atrito ou onde o cão se lambe constantemente, pode ser um sinal de alerta para câncer de pele. Essas lesões podem parecer pequenas chagas ou úlceras abertas. Em estágios iniciais, podem ser confundidas com uma picada de inseto ou um pequeno corte, mas sua persistência e, por vezes, a presença de secreção ou sangramento, são preocupantes. A necessidade de verificar o cachorro sem pelo em certas áreas pode, indiretamente, expor lesões que seriam menos visíveis sob uma pelagem densa.
Fatores de Risco e Predisposição para Câncer de Pele em Cães
Embora qualquer cão possa desenvolver câncer de pele, alguns fatores aumentam significativamente o risco. A exposição solar excessiva é um dos principais vilões, especialmente para cães de pelagem clara, pelos curtos e pele rosada, que são mais vulneráveis aos raios ultravioleta (UV). Áreas com pouca pelagem, como focinho, orelhas e abdômen, também são mais suscetíveis a queimaduras solares e, consequentemente, a lesões pré-cancerígenas e cancerígenas.
A genética desempenha um papel crucial. Algumas raças têm uma predisposição maior para desenvolver certos tipos de tumores cutâneos. Por exemplo, raças como Boxer, Buldogue Francês, Schnauzer Miniatura e Cocker Spaniel são frequentemente citadas com maior incidência de mastocitomas, um tipo de câncer de pele que pode ser agressivo. Além disso, a idade é um fator importante; cães mais velhos tendem a ter um risco aumentado, pois as células têm tido mais tempo para acumular mutações.
A imunossupressão, seja por doenças ou uso de medicamentos, também pode ser um fator de risco, pois o sistema imunológico enfraquecido tem menor capacidade de identificar e destruir células anormais. Cicatrizes de feridas antigas ou áreas de inflamação crônica na pele também podem, em casos raros, ser locais de desenvolvimento de tumores. Portanto, um histórico de problemas dermatológicos, como dermatite em cachorro crônica, pode exigir um monitoramento mais rigoroso.
Exposição Solar e Queimaduras
Assim como em humanos, a radiação UV do sol é um fator carcinogênico conhecido em cães. Cães que passam longos períodos ao ar livre sem proteção, especialmente durante as horas de pico de sol, correm maior risco. As queimaduras solares podem levar a danos celulares que, ao longo do tempo, podem evoluir para o início do câncer de pele em cachorro. Tutores de cães com pelagem clara ou fina devem redobrar a atenção e evitar exposição solar prolongada, buscando sombra e horários mais amenos para passeios.
Raça, Idade e Genética
Determinadas raças têm uma maior incidência de certos tipos de câncer de pele. Por exemplo, Boxer e Bulldogues são mais propensos a mastocitomas, enquanto Poodles e Pastores Alemães podem ter maior risco de melanomas. A idade avançada aumenta a probabilidade de desenvolvimento de diversos tipos de câncer, incluindo os de pele. Um cão idoso com uma lesão nova ou em crescimento deve ser avaliado com prioridade. A predisposição genética significa que a história familiar de câncer na linhagem do seu pet também pode ser um fator.
Outros Fatores de Risco
Tatuagens em cães, que geralmente são feitas sob a pele (intradérmicas), especialmente em raças de pelagem escura, podem criar um ambiente que favorece o desenvolvimento de melanomas. Cicatrizes crônicas, dermatites em cachorro recorrentes ou infecções de pele que não são tratadas adequadamente podem, em longo prazo, aumentar o risco. O contato com certos carcinógenos ambientais, embora menos estudados em cães do que em humanos, também pode contribuir para o desenvolvimento de doenças de pele em cachorro. A busca por um shampoo para cachorro com dermatite eficaz pode ser um passo, mas não substitui a investigação da causa raiz.
Tipos Comuns de Câncer de Pele em Cães
O termo câncer de pele em cachorro engloba diversas condições neoplásicas com origens e prognósticos distintos. Compreender os tipos mais frequentes ajuda a entender a variedade de apresentações e a importância do diagnóstico preciso feito por um veterinário. Alguns tumores são benignos, mas outros são malignos e podem se espalhar para outros órgãos (metástase) se não tratados precocemente.
Entre os tumores malignos mais comuns, destacam-se os mastocitomas, que podem variar de benignos a altamente agressivos, muitas vezes surgindo como nódulos subcutâneos ou elevados na pele. Melanomas, embora mais raros na pele do que na boca ou olhos, também podem ocorrer e são frequentemente malignos. Carcinomas de células escamosas são comuns em áreas com pouca pigmentação e exposição solar, como focinho e orelhas, e podem ser destrutivos localmente.
Tumores de glândulas sebáceas e sudoríparas também são relativamente comuns e podem ser benignos (adenomas) ou malignos (adenocarcinomas). Estes geralmente se apresentam como nódulos que podem ulcerar. A identificação correta do tipo de tumor é fundamental para definir a estratégia terapêutica mais adequada, que pode envolver cirurgia, quimioterapia, radioterapia ou uma combinação delas. A análise histopatológica de uma amostra da lesão (biópsia) é indispensável para o diagnóstico definitivo.
Mastocitomas
Os mastocitomas são tumores derivados das células mastocitárias, que fazem parte do sistema imunológico. Podem aparecer em qualquer lugar do corpo, desde nódulos subcutâneos até lesões elevadas na pele. Um sinal alarmante é a rápida mudança de tamanho dessas lesões. Eles são conhecidos por liberarem substâncias que podem causar reações inflamatórias e problemas gastrointestinais, o que torna o seu tratamento urgente.
Melanomas
Embora mais comuns na boca e em mucosas, os melanomas podem surgir na pele de cães, especialmente em áreas de pigmentação escura. A maioria dos melanomas cutâneos em cães é maligna e tem potencial metastático. O início do câncer de pele em cachorro com essa característica pode se apresentar como uma pinta escura que cresce rapidamente e muda de forma.
Carcinomas de Células Escamosas (SCC)
Este tipo de câncer é frequentemente associado à exposição solar crônica e afeta áreas com pouca ou nenhuma pigmentação e pelagem, como a ponta do nariz, pálpebras e orelhas. Inicialmente, podem parecer feridas ou inflamações crônicas, mas tendem a ser destrutivos e podem invadir tecidos adjacentes.
Tumores de Glândulas Sebáceas e Sudoríparas
Estes tumores se originam das glândulas anexas à pele. Podem ser benignos (adenomas) ou malignos (adenocarcinomas). Geralmente se manifestam como nódulos únicos ou múltiplos, que podem ter uma aparência verrucosa ou ulcerada, especialmente se forem malignos. O diagnóstico diferencial com outras doenças de pele em cachorro é essencial.
O Que Fazer ao Suspeitar de Câncer de Pele no Seu Cão
Ao notar qualquer alteração suspeita na pele do seu cachorro, o passo mais importante e imediato é procurar um médico veterinário. A automedicação ou a espera por uma melhora espontânea podem atrasar um diagnóstico crucial e comprometer seriamente as chances de sucesso do tratamento. Um profissional qualificado é o único capaz de realizar o diagnóstico correto e propor o plano terapêutico mais adequado.
O veterinário iniciará o processo de avaliação com um exame físico completo, prestando atenção especial às lesões cutâneas, tamanho, forma, cor, textura e localização. Em seguida, poderá recomendar exames complementares. A citologia (análise de células de uma lesão com agulha fina) e a histopatologia (análise de um fragmento ou peça cirúrgica em laboratório) são os métodos mais comuns para determinar se a lesão é cancerígena e qual o seu tipo específico. Isso é vital para o início do câncer de pele em cachorro.
O acompanhamento veterinário também é essencial para monitorar a saúde geral do animal, especialmente se ele já apresenta outras condições, como dermatite em cachorro ou alergias. Pergunte ao seu veterinário sobre a melhor rotina de cuidados para a pele do seu pet, incluindo a frequência ideal de banhos, o uso de produtos específicos como um shampoo para cachorro com dermatite, se necessário, e como realizar autoexames eficazes em casa. Lembre-se que a informação e a ação rápida são as suas melhores ferramentas.
Agende uma Consulta Veterinária Urgente
A primeira e mais decisiva ação é levar seu pet ao veterinário. Não tente remover, espremer ou aplicar qualquer produto na lesão sem orientação profissional. O diagnóstico precoce do início do câncer de pele em cachorro pode significar a diferença entre a cura e a progressão da doença.
Exames Diagnósticos Essenciais
O veterinário poderá realizar uma citologia aspirativa com agulha fina (PAAF) para uma primeira análise das células da lesão. Se a suspeita de câncer for confirmada ou houver dúvida, uma biópsia (remoção de um pedaço ou da lesão inteira para análise laboratorial) será o próximo passo. A histopatologia definirá o tipo exato de tumor, seu grau de agressividade e, se removido cirurgicamente, se as margens estão livres de células tumorais.
Entenda o Plano de Tratamento
Com base no diagnóstico, o veterinário apresentará as opções de tratamento. Estas podem incluir cirurgia para remover o tumor, especialmente se ele ainda estiver localizado e não tiver se espalhado. Em casos mais avançados ou de tumores específicos, quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia podem ser indicadas. Acompanhar o cachorro se coçando muito pode ser um sintoma, mas o tratamento do câncer é muito mais complexo.
Cuidados Pós-Tratamento e Monitoramento
Após o tratamento, o monitoramento regular é fundamental. Isso inclui exames físicos periódicos, novas biópsias se necessário e atenção a quaisquer sinais de recidiva do tumor ou aparecimento de novas lesões. Manter o animal com uma pele saudável, longe de fatores de risco e com acompanhamento veterinário, é crucial para seu bem-estar a longo prazo e para prevenir o surgimento de novas doenças de pele em cachorro.
Tratamento e Prognóstico para Câncer de Pele em Cães
O tratamento para o câncer de pele em cachorros é altamente individualizado, dependendo do tipo de tumor, seu estágio, o tamanho da lesão, a saúde geral do animal e sua resposta terapêutica. O objetivo principal é remover o tumor, controlar a doença e preservar a qualidade de vida do pet. Felizmente, muitos tumores de pele em cães, quando detectados precocemente, respondem bem a diferentes modalidades de tratamento.
A cirurgia é frequentemente a primeira linha de tratamento para a maioria dos tumores de pele. O veterinário buscará remover a lesão com margens de segurança adequadas para garantir que todas as células cancerígenas foram extirpadas. Em alguns casos, dependendo da localização e do tamanho, pode ser necessário um procedimento mais complexo. Para tumores que não podem ser completamente removidos cirurgicamente, ou que têm alto risco de recidiva ou metástase, outras terapias podem ser combinadas.
A quimioterapia e a radioterapia são opções importantes para tumores mais agressivos ou que se espalharam. A quimioterapia utiliza medicamentos para destruir células cancerígenas em todo o corpo, enquanto a radioterapia foca em destruir células tumorais em uma área específica. A imunoterapia, que estimula o sistema imunológico do cão a combater o câncer, também tem ganhado espaço. O prognóstico varia enormemente; cães com tumores benignos ou malignos em estágio inicial e totalmente removidos geralmente têm um prognóstico excelente, enquanto tumores agressivos ou metastáticos apresentam desafios maiores.
A Abordagem Cirúrgica
A remoção cirúrgica é o pilar do tratamento para a maioria dos tumores de pele em cães. A eficiência da cirurgia depende do tipo de tumor, se ele é encapsulado ou invasivo, e se foi detectado precocemente. Margens cirúrgicas amplas são frequentemente necessárias para garantir a remoção completa de células tumorais microscópicas que podem não ser visíveis a olho nu.
Terapias Adjuvantes: Quimioterapia e Radioterapia
Quando a cirurgia não é suficiente ou o tumor é agressivo, a quimioterapia ou radioterapia podem ser utilizadas. A quimioterapia pode ser administrada oralmente ou intravenosamente e tem como objetivo atacar células cancerígenas em todo o organismo. A radioterapia utiliza doses controladas de radiação para destruir células tumorais em áreas específicas. Estas terapias podem ajudar a controlar a doença, reduzir o tamanho do tumor ou prevenir metástases.
Novas Fronteiras: Imunoterapia e Tratamentos Locais
A imunoterapia, que visa estimular o próprio sistema imunológico do cão a reconhecer e destruir células cancerígenas, é uma área promissora. Tratamentos locais, como a criocirurgia (congelamento) ou a eletrocauterização, também podem ser opções para lesões específicas. A escolha do tratamento dependerá do diagnóstico preciso do início do câncer de pele em cachorro e das características do tumor.
O Impacto do Diagnóstico Precoce no Prognóstico
O prognóstico para cães com câncer de pele é diretamente proporcional à precocidade do diagnóstico e tratamento. Tumores benignos ou malignos em estágios iniciais, com pouca ou nenhuma metástase, têm altas taxas de cura ou controle. Quanto mais avançado o câncer, mais complexo se torna o tratamento e mais reservado tende a ser o prognóstico. Por isso, a vigilância constante e a busca por ajuda veterinária ao primeiro sinal de alteração são essenciais para o bem-estar do seu pet, evitando que ele se torne um cachorro sem pelo em grandes áreas devido à doença.
Prevenção e Cuidados Contínuos com a Pele do Seu Cão
Embora nem todos os casos de câncer de pele em cães possam ser prevenidos, adotar certas medidas pode reduzir significativamente o risco e garantir que qualquer anormalidade seja detectada o mais cedo possível. A prevenção primária foca em minimizar a exposição a fatores carcinogênicos conhecidos, como a radiação solar, e em manter a saúde geral do animal em dia. Isso inclui uma dieta equilibrada, hidratação adequada e exercícios regulares.
A inspeção regular da pele é uma ferramenta poderosa na detecção precoce. Dedique alguns minutos, idealmente durante o banho ou ao escovar o pelo, para examinar cuidadosamente o corpo do seu cão. Preste atenção especial às áreas menos visíveis, como axilas, virilha, debaixo das patas, barriga, orelhas e focinho. Qualquer nódulo, ferida, alteração de cor ou textura que você note deve ser anotado e, se persistir ou crescer, deve ser avaliado por um veterinário.
A manutenção de uma pele e pelagem saudáveis também é importante. O uso de produtos de higiene adequados para cães, como um bom shampoo para cachorro com dermatite, se o animal tiver predisposição a problemas de pele, pode ajudar a manter a barreira cutânea íntegra. Evitar o estresse excessivo e garantir um ambiente limpo e seguro também contribuem para a saúde geral do pet, minimizando o risco de doenças. O cuidado contínuo é a melhor forma de garantir uma vida longa e saudável para o seu companheiro.
Proteção Contra o Sol
A principal medida preventiva é limitar a exposição solar direta, especialmente durante as horas mais quentes do dia. Para cães de pele sensível ou pelagem clara, considere o uso de protetor solar veterinário em áreas expostas como focinho e pontas das orelhas, sempre sob orientação do veterinário. Proporcionar sombra e abrigo é fundamental.
Rotina de Autoexame da Pele
Estabeleça uma rotina semanal ou quinzenal para examinar a pele do seu cão. Sinta o corpo dele com as mãos, procurando por caroços, inchaços, feridas, áreas avermelhadas, descamação ou qualquer outra alteração. Observe a cor e a textura da pele e da pelagem. Uma pele saudável é um bom indicativo de saúde geral.
Higiene Adequada e Produtos Específicos
Utilize produtos de higiene de qualidade, específicos para cães. Se o seu pet tem histórico de problemas de pele, como dermatite em cachorro, converse com o veterinário sobre o uso de shampoos e condicionadores terapêuticos. Uma pelagem limpa e bem cuidada ajuda a identificar mais facilmente quaisquer anomalias.
Dieta e Imunidade
Uma nutrição balanceada fortalece o sistema imunológico, que desempenha um papel na detecção e combate a células anormais. Uma dieta rica em ômega-3 e ômega-6, por exemplo, pode contribuir para a saúde da pele e da pelagem. Manter o cão hidratado e com peso ideal também é parte essencial dos cuidados preventivos.
Perguntas Frequentes sobre Câncer de Pele em Cães
Entender o câncer de pele em cães pode gerar muitas dúvidas. Abaixo, respondemos a algumas das perguntas mais comuns para ajudar tutores a cuidarem melhor de seus pets e a agirem de forma informada.
Meu cachorro se coça muito, pode ser câncer?
A coceira excessiva (prurido) em cães raramente é o único sintoma de câncer de pele. Geralmente, está mais associada a alergias, infestações por parasitas (pulgas, carrapatos), infecções fúngicas ou bacterianas (dermatite em cachorro). No entanto, uma lesão de pele que causa coceira persistente e não melhora com tratamentos comuns pode ser um sinal de alerta, e deve ser avaliada por um veterinário para descartar ou confirmar câncer.
Existe alguma raça mais propensa ao câncer de pele?
Sim, algumas raças têm maior predisposição a desenvolver certos tipos de câncer de pele. Por exemplo, raças com pelagem curta e clara, como Boxer e Buldogue Francês, são mais suscetíveis a melanomas e mastocitomas. Cães mais velhos, independentemente da raça, também correm um risco maior devido ao acúmulo de mutações ao longo da vida.
Posso usar o mesmo protetor solar que eu uso no meu cachorro?
Não, jamais. Protetores solares humanos contêm ingredientes que podem ser tóxicos para cães se ingeridos (o que é comum, pois eles lambem a própria pele) ou absorvidos. Sempre utilize produtos formulados especificamente para pets e sob orientação veterinária. O uso incorreto pode causar irritações ou intoxicações.
Câncer de pele em cachorro é contagioso para humanos ou outros animais?
Não, o câncer, incluindo o câncer de pele em cachorro, não é contagioso. Ele surge de mutações genéticas nas próprias células do animal e não pode ser transmitido de um indivíduo para outro por contato, como se fosse uma gripe ou uma doença infecciosa. Portanto, não há risco de contaminação para humanos ou outros pets.
Qual a importância da biópsia para o diagnóstico?
A biópsia é fundamental porque permite que um patologista analise as células da lesão em microscópio. Ela confirma se a massa é benigna ou maligna, identifica o tipo exato de câncer (como mastocitoma, melanoma, carcinoma) e determina o grau de agressividade. Essa informação é crucial para definir o tratamento mais eficaz e o prognóstico.
Todo nódulo na pele de um cachorro é câncer?
Absolutamente não. Muitos nódulos na pele de cães são benignos, como lipomas (tumores de gordura), cistos sebáceos ou verrugas virais. No entanto, a única maneira de ter certeza é através de avaliação veterinária, que pode incluir exames como citologia ou biópsia, especialmente se o nódulo apresentar crescimento rápido, mudar de aparência ou causar desconforto.
Existe um teste genético para prever o risco de câncer de pele em cães?
Atualmente, não existem testes genéticos de rotina amplamente disponíveis para prever especificamente o risco de câncer de pele em cães. No entanto, a genética racial e familiar é um fator conhecido. O monitoramento contínuo e a atenção a sinais de alerta são as melhores estratégias para indivíduos com histórico ou predisposição conhecidos.
