Introdução: Desvendando as Distinções entre Machos e Fêmeas Caninos

Compreender as diferenças entre um cachorro macho e uma fêmea vai muito além da genitália; envolve aspectos comportamentais, fisiológicos e até mesmo de saúde que impactam diretamente a dinâmica familiar e o bem-estar do animal. Essa clareza é crucial para quem está planejando adotar um novo membro para a família ou para tutores que buscam aprofundar o conhecimento sobre seus companheiros. Ao analisar os instintos naturais, as necessidades específicas de cada sexo e as particularidades que cada um traz para o lar, é possível proporcionar um ambiente mais adequado e uma relação mais rica. As características de um cachorro branco filhote, por exemplo, podem variar sutilmente dependendo se ele será um futuro macho ou fêmea, influenciando desde a socialização inicial até as necessidades de treinamento.

  • Comportamento e temperamento podem variar entre machos e fêmeas.
  • Diferenças fisiológicas e de saúde exigem cuidados específicos.
  • O conhecimento prévio facilita a adoção e o manejo diário.
  • Alterações comportamentais podem estar ligadas a instintos sexuais.

A escolha entre um cachorro macho e uma fêmea é uma decisão pessoal que deve ser informada. Enquanto alguns tutores podem ter preferências baseadas em experiências passadas ou expectativas de temperamento, é importante lembrar que a individualidade de cada cão, sua raça e seu ambiente de socialização terão um papel igualmente significativo. No entanto, entender as tendências gerais associadas a cada sexo é um ponto de partida valioso para garantir que o futuro lar seja o mais compatível possível. Este guia visa desmistificar essas diferenças, oferecendo uma perspectiva equilibrada e prática para auxiliar você na melhor decisão ou no aprimoramento do cuidado com seu pet.

Comportamento e Personalidade: Um Olhar Detalhado

Quando falamos sobre o comportamento de um cachorro macho e fêmea, observamos algumas tendências gerais que, embora não sejam regras absolutas, fornecem um bom indicativo. Machos, em geral, tendem a ser mais propensos a comportamentos de marcação territorial, especialmente se não castrados, utilizando a urina para comunicar sua presença e status. Eles também podem exibir uma maior tendência à dominância e competitividade, buscando estabelecer hierarquias em ambientes sociais. Essa energia pode se manifestar em maior necessidade de exploração e, por vezes, em uma abordagem mais impulsiva a novas situações ou interações.

Por outro lado, as fêmeas frequentemente demonstram um comportamento mais afetuoso, protetor e, em alguns casos, mais calmo. Sua atenção pode ser mais focada em seus tutores e no núcleo familiar. Durante o período de cio, suas atitudes podem mudar, exibindo maior receptividade a interações e, dependendo do ambiente, uma maior propensão a escapar em busca de parceiros. Após o acasalamento ou mesmo sem ele, em períodos de 'cio fantasma', algumas fêmeas podem apresentar comportamentos de nidificação ou cuidado, demonstrando seu instinto maternal. A decisão de ter um cachorro macho ou fêmea muitas vezes se resume a qual perfil se alinha melhor com o estilo de vida do tutor e com a dinâmica familiar existente.

Instintos de Marcação e Territorialidade

A marcação territorial é um instinto primário em cães, e os machos, particularmente os não castrados, costumam ser mais vocais e ativos nesse aspecto. Levantam a pata para urinar em objetos verticais, deixando seu rastro olfativo como uma forma de comunicação. Isso não significa que fêmeas não marquem, mas a frequência e a intensidade tendem a ser maiores nos machos. Essa necessidade de delimitar território pode se estender para a proteção de seus donos ou de seus recursos, o que, em alguns casos, pode ser interpretado como agressividade, embora seja, na verdade, uma manifestação territorial.

Socialização e Interação com Outros Cães

A socialização precoce é fundamental para ambos os sexos, mas a forma como interagem com outros cães pode apresentar diferenças. Machos podem, por vezes, exibir comportamentos mais assertivos ou competitivos em grupos mistos, especialmente se houver disputas por atenção ou recursos. Fêmeas, embora também possam ser assertivas, tendem a ser mais seletivas em suas interações e menos propensas a confrontos diretos prolongados, a menos que se sintam ameaçadas ou protegendo seus filhotes. Contudo, é vital lembrar que a personalidade individual e a história de vida do cão são fatores determinantes, muitas vezes mais influentes do que o sexo biológico.

Atenção: Sempre priorize a socialização desde filhote, expondo seu cão a diferentes ambientes, pessoas e outros animais de forma controlada e positiva para moldar um comportamento equilibrado, independentemente de ser um cachorro macho ou fêmea.

Afetividade e Vínculo com o Tutor

Ambos os sexos são capazes de formar laços profundos e leais com seus tutores. No entanto, alguns observadores relatam que fêmeas podem ser percebidas como mais 'grudentas' ou mais propensas a buscar contato físico constante. Machos, por sua vez, podem demonstrar afeto de maneiras mais exuberantes, como brincadeiras mais intensas e uma devoção inabalável. Essas são generalizações, e a variação individual é vasta; um cachorro macho pode ser extremamente carinhoso e um cachorro fêmea pode ser mais independente. O que define a qualidade do vínculo é a dedicação, o tempo de qualidade e o reforço positivo que o tutor oferece.

A verdadeira diferença entre um cachorro macho e uma fêmea reside menos em suas capacidades intrínsecas de amar e mais nas manifestações comportamentais de seus instintos naturais, moldados pela socialização e pelo ambiente.

É importante notar que a castração pode alterar significativamente alguns desses comportamentos instintivos, como a marcação territorial e a agressividade relacionada à dominância em machos, e comportamentos associados ao cio em fêmeas. Portanto, a decisão de castrar ou não o animal também é um fator a ser considerado ao avaliar as tendências comportamentais.

Diferenças Físicas e de Desenvolvimento

As distinções físicas entre um cachorro macho e uma fêmea começam a se tornar mais evidentes após a puberdade, embora características específicas de raça possam mascarar algumas dessas diferenças em cães jovens. Em termos gerais, machos tendem a ser ligeiramente maiores e mais robustos do que as fêmeas da mesma raça, apresentando uma estrutura óssea mais densa e musculatura mais desenvolvida. Essa diferença física pode ser mais acentuada em raças com forte dimorfismo sexual, como Dobermans ou Rottweilers.

Anatomia Externa e Genitália

A diferença mais óbvia, claro, está na genitália externa. Machos possuem pênis e testículos visíveis, localizados abaixo do abdômen. Fêmeas, por sua vez, possuem a vulva, localizada abaixo do ânus. A presença ou ausência de testículos é a maneira mais direta de diferenciar um filhote macho de uma filhote fêmea, embora em filhotes muito jovens, os testículos possam ainda não ter descido completamente para o escroto, o que pode levar a uma confusão temporária. Em machos castrados, os testículos são removidos, e o pênis permanece coberto pelo prepúcio.

Porte e Estrutura Corporal

Embora não seja uma regra universal, é comum que machos de uma mesma ninhada sejam um pouco mais pesados e apresentem um desenvolvimento muscular mais acentuado. Isso pode se refletir em patas mais grossas, um peito mais largo e uma cabeça potencialmente maior em certas raças. Essas nuances físicas são adaptações evolutivas e, em alguns casos, refletem a necessidade de maior força ou resistência em atividades como a caça ou a defesa territorial. Por exemplo, um porta para cachorro grande de aço pode precisar ser mais robusto se for destinado a um macho que demonstra mais força física.

Desenvolvimento e Maturação Sexual

A maturação sexual ocorre em diferentes idades para machos e fêmeas. Geralmente, as fêmeas atingem a maturidade sexual primeiro, apresentando o primeiro cio entre seis e doze meses de idade, dependendo da raça e do porte. Machos atingem a maturidade sexual um pouco mais tarde, por volta dos oito a quinze meses, quando começam a produzir espermatozoides e desenvolvem comportamentos de acasalamento. O ciclo reprodutivo das fêmeas, o cio, ocorre em intervalos que variam, mas geralmente a cada seis meses, sendo um período de grande atenção para tutores que não desejam reprodução.

O desenvolvimento físico geral, como o fechamento das epífises ósseas (o crescimento em altura), também pode ter ligeiras diferenças de timing. Isso pode influenciar o momento ideal para certas atividades físicas mais intensas. Compreender esses marcos de desenvolvimento é importante para adequar a alimentação, o exercício e os cuidados veterinários. Por exemplo, o cuidado com o cão filhote deve sempre considerar a fase de crescimento, garantindo que ele receba todos os nutrientes necessários.

Saúde e Cuidados Específicos por Sexo

Os cuidados com a saúde de um cachorro macho e fêmea compartilham muitas bases, como vacinação, desparasitação e visitas regulares ao veterinário. No entanto, existem condições de saúde mais prevalentes ou exclusivas a cada sexo, que demandam atenção especial. A prevenção através da esterilização (castração) é uma medida eficaz para mitigar muitos desses riscos, mas não elimina todos eles.

Problemas de Saúde Prevalentes em Machos

Machos não castrados estão mais suscetíveis a problemas de próstata, como hiperplasia prostática benigna, cistos e, em casos mais graves, câncer de próstata. A castração antes da maturidade sexual reduz drasticamente o risco dessas condições. Outra preocupação é a criptorquidia, uma condição onde um ou ambos os testículos não descem para o escroto, aumentando o risco de torção e desenvolvimento de tumores testiculares. Dermatites e problemas de pele também podem ocorrer, mas não são exclusivamente masculinos.

Problemas de Saúde Prevalentes em Fêmeas

Fêmeas não castradas correm um risco significativo de desenvolver piometra, uma infecção uterina grave e potencialmente fatal que geralmente ocorre após um ou mais cios. A esterilização é a forma mais eficaz de prevenir a piometra. Além disso, fêmeas não castradas têm um risco aumentado de desenvolver tumores mamários, que podem ser benignos ou malignos. A castração precoce reduz significativamente essa probabilidade. Problemas como incontinência urinária, especialmente após a esterilização, são mais comuns em fêmeas, mas podem ser gerenciados com tratamento adequado.

A Importância da Esterilização (Castração)

A esterilização é um procedimento veterinário que oferece inúmeros benefícios para a saúde e o comportamento de cães, tanto machos quanto fêmeas. Para machos, a castração elimina o risco de câncer testicular e reduz drasticamente os problemas de próstata e comportamentos indesejados como marcação territorial agressiva e fugas. Para fêmeas, previne a piometra, tumores mamários e elimina os ciclos de cio, bem como comportamentos associados a eles. A esterilização não é apenas uma questão de controle populacional, mas uma decisão de saúde preventiva fundamental.

A decisão sobre quando realizar a esterilização pode variar. Para a maioria das raças, a castração é recomendada antes da maturidade sexual para maximizar os benefícios de saúde e comportamentais. No entanto, em algumas raças grandes, o veterinário pode recomendar aguardar um pouco mais para permitir o desenvolvimento ósseo completo. Converse com seu veterinário para determinar o momento ideal para o seu animal.

Um ponto relacionado a questões de saúde é a observação de quaisquer alterações comportamentais ou físicas. Por exemplo, se um cachorro demonstra sono excessivo, pode ser um sinal de algo mais. O uso de medicamentos como 'prediderm da sono no cachorro' ou 'vonau da sono em cachorro' deve ser estritamente sob orientação veterinária, pois podem mascarar problemas subjacentes ou ter efeitos colaterais indesejados, e a automedicação é perigosa para qualquer cachorro, seja macho ou fêmea.

Treinamento e Socialização: Adaptações Necessárias

Treinar um cachorro macho e fêmea exige consistência e paciência, mas as abordagens podem necessitar de leves ajustes para acomodar as tendências comportamentais de cada sexo. Enquanto a base do treinamento – reforço positivo, comandos claros e rotina – permanece a mesma, a compreensão das motivações e das possíveis distrações pode otimizar o processo. Um cachorro branco filhote, por exemplo, pode responder de maneira semelhante, mas as tendências individuais de gênero podem emergir com o tempo.

Estratégias de Treinamento para Machos

Devido à sua natureza potencialmente mais competitiva e territorial, machos podem exigir um treinamento mais firme e consistente, especialmente no que diz respeito à socialização com outros cães e ao controle de impulsos. Comandos como 'fique', 'vem' e 'junto' são cruciais para gerenciar sua energia e curiosidade. A marcação territorial pode ser minimizada através de treinamento de higiene rigoroso e, como mencionado, castração. É importante canalizar sua energia para atividades construtivas, como esportes caninos ou longas caminhadas, para evitar comportamentos destrutivos ou hiperatividade.

Estratégias de Treinamento para Fêmeas

Fêmeas, que podem ser mais focadas em seus tutores, geralmente respondem muito bem a métodos de treinamento baseados em recompensa e vínculo. Sua tendência a buscar agradar pode facilitar o aprendizado de comandos e truques. No entanto, durante o cio, a concentração pode diminuir, e a fêmea pode ficar mais distraída ou receptiva a interações indesejadas. Nesses períodos, o treinamento pode exigir mais paciência e reforço adicional. O foco em criar um vínculo forte e seguro é uma ferramenta poderosa no treinamento de fêmeas.

A Importância da Socialização Contínua

Independentemente do sexo, a socialização não deve parar após a fase de filhote. A exposição contínua a diferentes ambientes, sons, pessoas e animais é vital para manter um cão bem ajustado e confiante. Para machos, socializar com uma variedade de outros machos e fêmeas pode ajudar a mitigar comportamentos de dominância excessiva. Para fêmeas, a exposição a diferentes dinâmicas sociais pode reforçar sua confiança e capacidade de interagir harmoniosamente. Um cão que interage bem em diferentes cenários, seja um cachorro macho ou fêmea, é um cão mais feliz e seguro.

A socialização também envolve ensinar ao cão como se comportar em diferentes situações. Por exemplo, acostumar um filhote a estar em um porta para cachorro grande pode facilitar viagens futuras. Da mesma forma, acostumá-lo a interagir com diferentes tipos de pessoas pode prevenir medos ou reações agressivas. O objetivo é sempre criar um animal equilibrado que possa desfrutar de uma vida plena ao lado de seus tutores.

Dica de Profissional: Se você planeja ter mais de um cão, considerar a adoção de um casal de sexos opostos (macho e fêmea) pode, em muitos casos, levar a uma convivência mais pacífica do que ter dois cães do mesmo sexo, pois as dinâmicas de disputa por dominância tendem a ser menos intensas.

Manejo em Casa: Adaptações para Cada Sexo

Adaptar o ambiente doméstico para acomodar as necessidades específicas de um cachorro macho e fêmea é um passo importante para garantir o conforto e a segurança de todos. Embora muitos aspectos do manejo sejam universais, considerar as tendências comportamentais e físicas pode levar a ajustes que beneficiam a rotina familiar.

Espaço e Mobilidade

Em geral, machos podem ter uma necessidade ligeiramente maior de explorar e patrulhar seu território, o que pode se traduzir em uma necessidade de espaço para se movimentar ou um interesse maior em acessar diferentes áreas da casa. Fêmeas, especialmente se não castradas, podem ser mais propensas a buscar um 'ninho' ou um local mais reservado durante o cio ou em outras fases. Garantir que ambos tenham seus próprios espaços de descanso seguros e confortáveis é fundamental. Um porta para cachorro grande, por exemplo, deve ser escolhido não apenas pelo tamanho do animal, mas também pelo seu temperamento em relação a espaços confinados.

Higiene e Limpeza

A marcação territorial em machos não castrados pode ser um desafio para a higiene doméstica. A limpeza imediata de acidentes e o uso de produtos neutralizadores de odor são essenciais. O treinamento para fazer as necessidades no local correto deve ser rigoroso para ambos os sexos. Fêmeas em cio exigirão cuidados extras para evitar manchas e odores que atraiam machos. O uso de 'fraldas' caninas temporárias pode ser uma solução prática nesses períodos, minimizando o impacto na limpeza da casa.

Alimentação e Nutrição

As necessidades nutricionais básicas de um cachorro macho e fêmea são semelhantes, especialmente em termos de proteínas, vitaminas e minerais essenciais para o crescimento e manutenção da saúde. No entanto, machos, por vezes sendo maiores e mais ativos, podem necessitar de uma quantidade ligeiramente maior de calorias. Por outro lado, fêmeas gestantes ou lactantes terão demandas nutricionais elevadíssimas. A escolha da ração deve ser baseada na idade, porte, nível de atividade e estado de saúde geral do cão, e não apenas no sexo. Consultar um veterinário sobre a dieta mais adequada é sempre a melhor abordagem, especialmente se observar comportamentos como sono excessivo, que podem indicar desequilíbrios na dieta ou outros problemas de saúde que demandam atenção, como a necessidade de 'prediderm da sono no cachorro'.

É importante que a alimentação seja balanceada e específica para a fase de vida do cão. O cuidado com o cão deve incluir uma atenção especial à sua dieta para prevenir problemas de saúde a longo prazo, como obesidade ou deficiências nutricionais. O veterinário pode orientar sobre as quantidades ideais e os tipos de alimentos mais adequados.

Adoção: Escolhendo o Companheiro Ideal

Ao considerar a adoção de um cachorro, a decisão entre um macho e uma fêmea é frequentemente um dos primeiros pontos de reflexão. Não existe uma resposta única sobre qual sexo é 'melhor'; a escolha ideal depende inteiramente do seu estilo de vida, da sua experiência com cães e do que você busca em um companheiro. Abrigos e ONGs geralmente possuem animais de todas as idades e sexos, e os voluntários podem oferecer informações valiosas sobre a personalidade individual de cada um.

Considerações para Adoção de Machos

Machos podem ser ótimos companheiros para pessoas ativas que gostam de atividades ao ar livre. Seu instinto de proteção e lealdade é forte. Se você tem experiência com treinamento, um macho pode ser um parceiro desafiador e gratificante. A castração precoce é altamente recomendada para mitigar comportamentos indesejados como marcação e fugas, tornando-os mais dóceis e fáceis de gerenciar em casa. Um cachorro macho pode se adaptar bem a uma família com crianças, desde que socializado adequadamente.

Considerações para Adoção de Fêmeas

Fêmeas são frequentemente descritas como mais calmas e adaptáveis a ambientes familiares mais tranquilos. Sua natureza afetuosa e o forte vínculo que estabelecem com seus tutores as tornam companheiras maravilhosas. A esterilização é essencial para prevenir gravidezes indesejadas e uma série de problemas de saúde associados ao ciclo reprodutivo. Fêmeas podem ser uma excelente escolha para tutores de primeira viagem, pois tendem a ser mais fáceis de treinar e gerenciar em termos de comportamentos instintivos.

Adoção Conjunta: Macho e Fêmea Juntos?

Muitas vezes, a adoção de um casal de sexos opostos (um cachorro macho e uma fêmea) pode ser uma excelente opção, especialmente se você deseja ter mais de um cão. Geralmente, eles tendem a se dar melhor do que dois machos ou duas fêmeas de temperamentos fortes, pois a dinâmica entre os sexos pode reduzir a competição por dominância. No entanto, é crucial que ambos sejam esterilizados para evitar reprodução e para que a convivência seja harmoniosa e segura. A decisão de adotar um ou dois cães deve ser ponderada com base na sua capacidade de fornecer atenção, treinamento e recursos adequados para todos.

Ao procurar um cachorro para adotar, seja um cachorro branco filhote ou um adulto, observe a personalidade. Interaja com o animal, veja como ele reage ao seu toque e à sua voz. A equipe do abrigo ou ONG poderá fornecer um histórico do animal, incluindo seu comportamento com outros animais e pessoas, o que é uma informação valiosa para a sua decisão.

Lembre-se que a idade também é um fator. Filhotes exigem mais tempo e dedicação para treinamento e socialização. Cães adultos ou idosos já têm personalidades mais definidas, o que pode ser uma vantagem para quem busca um companheiro mais calmo e com necessidades de treinamento menores. Avalie qual fase da vida do animal se alinha melhor com sua rotina.

Mitos e Verdades sobre Machos e Fêmeas Caninos

O mundo dos cães está repleto de crenças populares, algumas das quais podem influenciar a decisão de adotar um cachorro macho ou fêmea. Desmistificar essas ideias é essencial para fazer uma escolha informada e baseada em fatos, e não em suposições.

Mito 1: Machos são mais agressivos.

Verdade: A agressividade em cães é multifacetada e raramente ligada apenas ao sexo. Fatores como falta de socialização, experiências traumáticas, treinamento inadequado, genética e problemas de saúde são os principais motivadores. Machos não castrados podem exibir comportamentos mais assertivos ou competitivos devido a hormônios, mas isso não se traduz automaticamente em agressividade generalizada. Fêmeas também podem ser agressivas, especialmente se estiverem protegendo seus filhotes ou seu território.

Mito 2: Fêmeas são mais fáceis de treinar.

Verdade: Embora fêmeas possam ter uma tendência a querer agradar seus tutores mais de perto, tornando o treinamento baseado em vínculo mais eficiente, a facilidade de treinamento é altamente individual. Muitos machos são extremamente inteligentes e ávidos por aprender. A consistência, a paciência e o uso de métodos de reforço positivo são os pilares do treinamento bem-sucedido para qualquer cão, independentemente do sexo.

Mito 3: Machos sempre marcam território em todos os lugares.

Verdade: A marcação territorial é um comportamento instintivo, mas sua intensidade varia muito entre indivíduos, mesmo dentro da mesma raça e sexo. Um macho bem treinado e castrado pode apresentar pouca ou nenhuma necessidade de marcar território dentro de casa. O treinamento de higiene desde cedo e a criação de um ambiente seguro e sem gatilhos para marcação são cruciais.

Mito 4: Fêmeas são mais carinhosas e apegadas.

Verdade: O afeto e o apego são características que variam enormemente de cão para cão. Algumas fêmeas podem ser mais demonstrativas, enquanto outros machos podem ser extremamente dóceis e 'grudentos'. A personalidade individual, a raça e a forma como o tutor interage com o cão são fatores determinantes para o nível de apego e carinho demonstrado.

Mito 5: Ter um casal (macho e fêmea) é garantia de harmonia.

Verdade: Embora a dinâmica entre sexos opostos possa ser mais pacífica em alguns casos, não é uma garantia. Dois cães, mesmo de sexos diferentes, precisam de socialização adequada, treinamento consistente e supervisão para garantir uma convivência harmoniosa. A adoção conjunta deve ser planejada, considerando a compatibilidade de temperamentos e a capacidade do tutor de gerenciar múltiplos animais. A esterilização de ambos é mandatória para evitar reprodução e para minimizar conflitos hormonais.

É fundamental basear a decisão em observações individuais, no temperamento específico do animal e no seu próprio estilo de vida, em vez de se prender a generalizações. Conversar com criadores responsáveis, veterinários e profissionais de abrigos pode fornecer insights valiosos e ajudar a desmistificar ainda mais essas questões.

Considerações Finais: Qual Escolher?

A escolha entre um cachorro macho e uma fêmea é uma jornada pessoal que deve ser embasada em informações claras e realistas. Como vimos, as diferenças entre os sexos existem, manifestando-se principalmente em tendências comportamentais e em predisposições a certas condições de saúde. No entanto, é imperativo ressaltar que a individualidade de cada cão, sua raça, genética, ambiente de criação e a qualidade do relacionamento com o tutor são fatores que, em muitos casos, superam as generalizações baseadas no sexo.

Um cachorro macho pode se tornar um companheiro leal e ativo, perfeito para quem busca um parceiro para aventuras e um guardião devotado. Uma fêmea, por sua vez, pode trazer uma doçura e uma conexão emocional profunda para o lar, adaptando-se frequentemente a dinâmicas familiares mais calmas. Ambos os sexos são capazes de amar incondicionalmente e de trazer imensa alegria para a vida de seus tutores.

A decisão informada passa por:

  • Avaliar seu estilo de vida: Você é uma pessoa ativa que passa muito tempo ao ar livre, ou prefere um estilo de vida mais sedentário e caseiro?
  • Considerar a experiência prévia: Você já teve cães antes? Qual foi sua experiência com machos ou fêmeas?
  • Pensar na dinâmica familiar: Há crianças pequenas, outros animais, ou pessoas idosas em casa?
  • Disponibilidade de tempo: Quanto tempo você pode dedicar a treinamento, socialização e cuidados diários?
  • Planejar a esterilização: Independentemente da escolha, a esterilização é uma decisão de saúde e bem-estar que deve ser considerada.

Lembre-se que um filhote, seja ele um cachorro branco filhote ou qualquer outra cor, exigirá um investimento significativo de tempo e energia para o treinamento e a socialização. Um cão adulto, por outro lado, pode já ter hábitos estabelecidos, o que pode ser uma vantagem ou um desafio, dependendo do animal. Ao visitar abrigos, converse com os cuidadores sobre a personalidade do animal e suas necessidades específicas. Um bom tutor sabe que o amor e a dedicação são os ingredientes mais importantes para um relacionamento feliz e duradouro com qualquer cachorro, seja macho ou fêmea.