O que define um "cachorro de madame pequeno"?

O termo "cachorro de madame pequeno" evoca a imagem de um cão de pequeno porte, muitas vezes associado a um estilo de vida urbano, com cuidados especiais e um certo status. Não se trata de uma raça específica, mas sim de um conceito que abrange cães que se encaixam em um perfil de companhia, frequentemente criados em ambientes domésticos mais controlados e com atenção dedicada ao seu bem-estar e aparência. Essas características geralmente se aplicam a raças que são naturalmente pequenas, muitas vezes com pelagens que exigem escovação frequente ou tosas específicas, e que se adaptam bem à vida em apartamentos ou casas menores. A percepção de "madame" pode estar ligada ao cuidado estético e à dedicação que esses tutores dedicam aos seus companheiros, elevando-os a um patamar de membros da família que recebem mimos e atenção personalizada.

  • Cachorro de madame pequeno é um conceito, não uma raça única.
  • Foco em cães de pequeno porte e estilo de vida urbano.
  • Associa-se a cuidados estéticos e atenção dedicada.
  • Companhia ideal para ambientes domésticos menores.

A escolha por um cachorro de madame pequeno geralmente parte da busca por um animal de estimação que não exija um espaço muito grande, que seja fácil de transportar e que possa se integrar facilmente à rotina de quem vive em centros urbanos. A popularidade dessas raças também é impulsionada pela mídia, por influenciadores e pelo desejo de ter um companheiro que se destaque pela beleza e pela personalidade afetuosa. No entanto, por trás dessa imagem, reside a necessidade de cuidados consistentes, que vão desde a alimentação adequada até a atenção com a saúde e o comportamento do animal. Ignorar esses aspectos pode levar a problemas de saúde e bem-estar para o cão, independentemente do seu porte ou do estilo de vida do tutor.

A origem do termo e sua conotação

Historicamente, o termo "cachorro de madame" surgiu para descrever cães de raças pequenas que eram tradicionalmente mantidos por damas da alta sociedade, muitas vezes como símbolos de status ou para a companhia em ambientes mais restritos. Essas raças eram valorizadas por sua delicadeza, tamanho manejável e, em muitos casos, pela pelagem exuberante que exigia cuidados constantes. A conotação, embora possa soar um tanto pejorativa ou estereotipada hoje em dia, reflete a percepção de cães que vivem uma vida mais mansa e protegida, longe das atividades mais rústicas de cães de trabalho ou de grande porte. A adição do "pequeno" reforça essa ideia, focando especificamente nos cães de miniatura que se tornaram particularmente populares em áreas urbanas e entre um público que valoriza a praticidade e a elegância.

Raças populares que se encaixam no perfil

Diversas raças de cachorro pequeno são frequentemente associadas ao conceito de "cachorro de madame pequeno", cada uma com suas particularidades, mas todas compartilhando o porte reduzido e a adaptabilidade à vida em ambientes domésticos mais urbanos. Essas raças costumam ser escolhidas não apenas pela sua aparência adorável, mas também pelo temperamento, que muitas vezes se alinha com a busca por um companheiro leal e afetuoso.

Yorkshire Terrier: um clássico elegante

O Yorkshire Terrier, ou Yorkie, é talvez um dos exemplos mais icônicos. Conhecido por sua pelagem longa e sedosa, que pode ser mantida em diferentes comprimentos, o Yorkie é um cão corajoso, enérgico e muito apegado ao seu tutor. Sua pelagem exige escovação diária para evitar nós e manter sua beleza. Embora pequenos, são cães ativos que apreciam passeios regulares e brincadeiras. Sua predisposição a problemas dentários e oculares requer atenção especial por parte dos tutores.

Shih Tzu: o pequeno conquistador

O Shih Tzu é outro favorito, adorado por sua expressão doce, olhos grandes e pelagem abundante que lhe confere um ar majestoso. São cães que se dão bem em apartamentos, são geralmente sociáveis e gostam de estar perto de seus humanos. A manutenção da pelagem é uma das principais responsabilidades, exigindo escovação frequente para evitar emaranhados. Tosas curtas podem ser uma alternativa prática para o dia a dia. Assim como os Yorkies, também demandam cuidados com a higiene bucal e ocular.

Poodle Toy e Miniatura: inteligência e versatilidade

Os Poodles em suas versões Toy e Miniatura são extremamente inteligentes, fáceis de treinar e possuem uma pelagem que não solta muitos pelos, o que pode ser uma vantagem para pessoas com alergias. Sua pelagem encaracolada requer tosa regular para evitar que fique muito longa e emaranhada. São cães brincalhões, ativos e que se adaptam muito bem à vida em família. A variedade de toques que podem ser feitos na sua pelagem também contribui para a sua popularidade entre aqueles que buscam um cachorro com um visual distinto.

Lhasa Apso: guardião e companheiro

O Lhasa Apso é um cão de origem tibetana, com uma pelagem longa e densa que necessita de cuidados intensivos. São cães leais, alertas e que, apesar de seu tamanho, possuem um forte instinto de guarda. Adaptam-se bem à vida indoor, mas ainda apreciam atividades físicas moderadas. A escovação diária é fundamental para manter a pelagem desembaraçada e saudável, e a limpeza dos olhos e ouvidos é crucial devido à quantidade de pelo ao redor dessas áreas.

Bichon Frisé: alegria em forma de algodão

O Bichon Frisé é conhecido por sua personalidade alegre e brincalhona, além de sua pelagem branca e fofa que lembra um algodão. São cães sociáveis, que se dão bem com crianças e outros animais. Sua pelagem hipoalergênica é uma grande vantagem, mas exige cuidados regulares, incluindo escovação e tosas profissionais. São cães que precisam de companhia e podem sofrer de ansiedade de separação se deixados sozinhos por longos períodos.

Outras raças em destaque

Além destas, raças como Maltês, Chihuahua (especialmente os de pelo longo), Pinscher (embora com temperamento mais assertivo), Cão de Crista Chinês (com suas variações de pelagem) e o Pequinês também frequentemente aparecem na lista de preferidos quando se busca um cachorro de madame pequeno. Cada uma carrega consigo uma história e características únicas, mas todas compartilham a essência de serem animais de companhia de porte reduzido, que prosperam com atenção e cuidado.

A escolha de uma raça específica deve sempre considerar não apenas a aparência e a associação cultural, mas também o temperamento, as necessidades de exercício, os cuidados com a saúde e o tempo que o tutor pode dedicar ao animal. Uma pesquisa aprofundada sobre cada raça é fundamental para garantir uma convivência harmoniosa e feliz para ambos.

Cuidados essenciais: mais que um rostinho bonito

Manter um cachorro de madame pequeno saudável e feliz vai muito além de simplesmente garantir que ele tenha um lugar confortável para dormir ou uma roupinha charmosa. Essas raças, por suas características genéticas e estilo de vida, demandam uma rotina de cuidados específicos que abordam sua saúde física, mental e emocional. A dedicação do tutor é o fator mais importante para o bem-estar desses cães.

Alimentação de qualidade: a base da saúde

A nutrição é um pilar fundamental. Cães de pequeno porte, e especialmente aqueles com pelagens longas ou que demandam alta energia, precisam de uma dieta balanceada. Opte por rações de alta qualidade, formuladas especificamente para cães de porte pequeno, ou considere dietas naturais e balanceadas sob orientação veterinária. A quantidade deve ser controlada para evitar o sobrepeso, um problema comum em cães que não se exercitam tanto quanto seus ancestrais. A oferta de petiscos também deve ser moderada para não desequilibrar a dieta.

Higiene e estética: um compromisso diário

As raças frequentemente chamadas de "cachorro de madame pequeno" costumam ter pelagens que exigem atenção especial. A escovação regular, idealmente diária para raças de pelo longo como Shih Tzu, Yorkshire Terrier e Lhasa Apso, é crucial para prevenir nós, remover pelos mortos e distribuir os óleos naturais da pele, mantendo a pelagem saudável e brilhante. Banhos devem ser dados conforme a necessidade da raça e o nível de sujeira, utilizando produtos específicos para cães. A limpeza dos ouvidos, corte das unhas e higiene bucal (escovação de dentes) são igualmente importantes para prevenir infecções e outros problemas de saúde. A saúde dental é particularmente importante, pois cães pequenos tendem a acumular tártaro mais facilmente.

Saúde veterinária e prevenção

Visitas regulares ao veterinário são indispensáveis. Check-ups anuais, vacinação em dia e desparasitação (interna e externa) garantem a proteção contra doenças comuns e zoonoses. Cães de pequeno porte podem ter predisposições genéticas a certas condições, como problemas cardíacos, luxação de patela (comum em Poodles e Yorkies), problemas oculares e dentários. O veterinário poderá identificar precocemente qualquer sinal de alerta e orientar sobre os cuidados preventivos ou tratamentos necessários. A esterilização ou castração também é recomendada para prevenir diversas doenças e comportamentos indesejados.

Estimulação mental e socialização

Apesar de pequenos, esses cães precisam de estímulos mentais para evitar o tédio e comportamentos destrutivos. Brinquedos interativos, jogos de inteligência e treinamento de comandos básicos ajudam a manter suas mentes ativas. A socialização desde filhote é fundamental para que se tornem cães equilibrados e confiantes em diferentes situações, pessoas e outros animais. Um cachorro de madame pequeno que é bem socializado tende a ser menos medroso ou reativo, aproveitando melhor sua vida em sociedade.

Exercício: adaptação às necessidades da raça

Embora não necessitem de longas corridas como raças de trabalho, cães de porte pequeno também precisam de exercício. Passeios curtos diários, brincadeiras em casa ou em parques adaptados são importantes para sua saúde física e mental. O exercício ajuda a gastar energia, previne a obesidade e fortalece o vínculo entre o cão e o tutor. É importante observar os sinais de cansaço do animal e adaptar a intensidade e duração das atividades às suas capacidades.

Ofereça desafios de raciocínio com brinquedos que dispensam petiscos para manter a mente do seu pequeno amigo ativa e evitar o tédio.

A importância do ambiente seguro e carinhoso

Cães de madame pequeno, por sua natureza apegada, prosperam em ambientes onde se sentem seguros, amados e incluídos na rotina familiar. Evite deixá-los sozinhos por períodos excessivamente longos, pois isso pode levar a ansiedade de separação, latidos excessivos e comportamentos destrutivos. Proporcione um espaço próprio, confortável e seguro onde eles possam descansar e se sentir protegidos. O carinho, a paciência e a consistência nas regras são essenciais para construir um relacionamento de confiança e respeito mútuo.

Em suma, o cuidado com um cachorro de madame pequeno é um ato de responsabilidade e amor, que exige dedicação contínua. Ao suprir suas necessidades de forma completa, você garante que seu pequeno companheiro viva uma vida longa, saudável e repleta de alegria.

O estilo de vida do "cachorro de madame": adaptações e realidades

O que se entende por "estilo de vida do cachorro de madame pequeno" abrange uma série de práticas e expectativas que moldam a rotina desses animais. Frequentemente associado a tutores que vivem em centros urbanos, com menos tempo para atividades ao ar livre extensas, ou que simplesmente preferem uma companhia mais voltada para o convívio doméstico, esse estilo de vida tem suas particularidades e exige uma compreensão clara.

A vida em apartamentos e espaços reduzidos

A característica mais marcante é a adaptação à vida em apartamentos ou casas com quintais pequenos. Raças de porte pequeno, como as mencionadas, geralmente se saem bem nesses ambientes, desde que suas necessidades básicas de exercício e estimulação mental sejam atendidas. Isso pode significar passeios mais frequentes, porém mais curtos, e a criação de um ambiente interno estimulante com brinquedos e desafios. O espaço limitado não é um impeditivo para a felicidade do cão, mas sim um fator que direciona a forma como seus cuidados são planejados.

Companhia constante e interação social

Esses cães são, em sua maioria, companheiros leais e que buscam interação constante com seus tutores. Eles se destacam em famílias ou indivíduos que podem oferecer uma presença significativa ao longo do dia. O "cachorro de madame pequeno" tende a ser um membro integral da família, participando de atividades cotidianas. A socialização adequada com pessoas e outros animais, especialmente durante a fase de filhote, é fundamental para garantir que esses cães se tornem adultos equilibrados e confiantes, capazes de lidar com diferentes estímulos sem medo ou agressividade.

No entanto, essa necessidade de companhia pode se transformar em um desafio quando o tutor precisa se ausentar por longos períodos. A ansiedade de separação é um problema comum em raças de pequeno porte muito apegadas, podendo manifestar-se através de latidos excessivos, destruição de objetos, ou até mesmo problemas de saúde como perda de apetite. Nesses casos, estratégias como deixar brinquedos interativos, música ambiente relaxante ou, em situações mais severas, procurar ajuda profissional de um adestrador ou veterinário comportamentalista, tornam-se necessárias.

Cuidados estéticos e "mimos"

A imagem associada ao "cachorro de madame" frequentemente inclui um foco em cuidados estéticos. Isso pode envolver tosas elaboradas, banhos frequentes, uso de produtos de higiene de alta qualidade e até mesmo vestuário para cães. Embora a vaidade possa ser um componente, é importante que esses cuidados vão além da estética superficial e se traduzam em saúde e bem-estar. A manutenção da pelagem, por exemplo, não é apenas sobre aparência, mas também sobre prevenir problemas de pele, emaranhados dolorosos e infestações. O uso de roupinhas, por sua vez, pode ser útil em climas frios ou para proteger a pele de cães com sensibilidade, mas não deve ser excessivo a ponto de restringir o movimento ou causar desconforto ao animal.

É crucial diferenciar a dedicação genuína ao bem-estar do cão de um foco exagerado em aparências que pode negligenciar necessidades mais profundas. Um cão bem cuidado é aquele que está saudável, física e mentalmente, e que se sente amado e seguro, independentemente de estar vestido com a última moda canina.

Desmistificando o estereótipo

É importante desmistificar a ideia de que o "cachorro de madame pequeno" é necessariamente mimado ao ponto de ser indisciplinado ou frágil. Com o treinamento adequado, socialização e uma rotina consistente, esses cães podem ser extremamente obedientes e resilientes. O segredo está em oferecer uma estrutura clara, baseada em reforço positivo, e em reconhecer que, apesar do tamanho, eles são cães com necessidades caninas que precisam ser atendidas. A falta de disciplina, em muitos casos, advém da falta de orientação e limites claros por parte do tutor, e não de uma falha inerente à raça ou ao estilo de vida.

Portanto, o estilo de vida associado a esses cães é uma adaptação às realidades modernas, onde a vida urbana e a busca por companhia influenciam a escolha e o manejo dos animais de estimação. Quando bem gerido, esse estilo de vida pode proporcionar uma vida maravilhosa e plena para o cachorro, fortalecendo o vínculo entre ele e seu tutor.

Compreendendo a idade de um cachorro pequeno em anos humanos

A relação entre a idade de um cachorro pequeno e a de um ser humano é uma curiosidade comum entre tutores, que buscam entender melhor o ciclo de vida de seus companheiros. Embora a regra popular de "1 ano de cachorro equivale a 7 anos humanos" seja uma simplificação, ela serve como ponto de partida para uma compreensão mais detalhada, especialmente quando aplicada a cães de pequeno porte.

A matemática simplificada e suas limitações

A conversão direta de 1:7 não é precisa porque os cães atingem a maturidade sexual e física em ritmos diferentes dos humanos e também variam conforme o tamanho e a raça. Cães pequenos tendem a amadurecer mais rapidamente nos primeiros anos e, em contrapartida, podem viver mais tempo do que cães de porte grande. Essa diferença é fundamental para entender a expectativa de vida e os marcos do desenvolvimento de um cachorro pequeno.

Tabela de idade de cachorro: porte pequeno em foco

Para ter uma noção mais aproximada da idade de um cachorro pequeno em anos humanos, diversas tabelas e calculadoras foram desenvolvidas. Geralmente, os primeiros anos de um cão pequeno são mais intensos em termos de desenvolvimento. Por exemplo:

  • **Primeiro ano:** Equivale a cerca de 15 anos humanos. Um filhote de cachorro de 1 ano já está no fim da adolescência canina e pronto para muitas aventuras.
  • **Segundo ano:** Adiciona cerca de 9 anos humanos. Um cão de 2 anos teria aproximadamente 24 anos em equivalência humana.
  • **Anos subsequentes:** A partir do terceiro ano, cada ano canino pode ser considerado aproximadamente 4 a 5 anos humanos, dependendo da raça e do indivíduo.

Uma tabela de idade de cachorro para porte pequeno pode ilustrar isso:

Idade do Cachorro (anos) Idade Humana Aproximada (anos) Fase de Vida
0.5 (6 meses) 15 Filhote / Adolescente
1 15-18 Adolescente / Jovem Adulto
2 20-24 Jovem Adulto
3 25-29 Adulto Jovem
4 30-34 Adulto Jovem
5 35-39 Adulto
6 40-44 Adulto
7 45-49 Adulto Maduro
8 50-54 Adulto Maduro
9 55-59 Adulto Maduro
10 60-64 Idoso Jovem
12 70-74 Idoso
14 80-84 Idoso Sênior
15+ 85+ Idoso Sênior

Expectativa de vida de cães pequenos

A expectativa de vida de um cachorro de madame pequeno é geralmente mais longa que a de cães de grande porte. Enquanto um cachorro grande pode viver, em média, de 8 a 12 anos, um cão de porte pequeno pode facilmente ultrapassar os 12 anos, com muitos vivendo até os 15, 16 anos ou mais. A qualidade da alimentação, os cuidados veterinários, o nível de atividade física e a genética influenciam diretamente essa longevidade.

Entender a idade em equivalência humana permite que os tutores ajustem os cuidados às diferentes fases da vida do seu cão. Um "adolescente" de 6 meses, por exemplo, tem uma energia comparável à de um adolescente humano, enquanto um "idoso" de 10 anos pode precisar de um ritmo mais tranquilo, dietas específicas e atenção redobrada com possíveis dores ou limitações físicas.

A idade de cachorro para humano é uma ferramenta útil para o tutor se colocar no lugar do seu pet e compreender suas necessidades em cada etapa. Cuidar de um filhote é diferente de cuidar de um cão adulto ou de um idoso, e essa equivalência ajuda a guiar essas decisões, garantindo que o companheiro canino receba o suporte adequado em todas as fases de sua vida.

O papel do "cachorro de madame pequeno" na família moderna

O "cachorro de madame pequeno" transcendeu o estereótipo e se consolidou como um membro integral em muitas famílias modernas. Sua presença não se limita a ser um animal de estimação, mas sim um companheiro que oferece afeto, alegria e, muitas vezes, um senso de propósito para seus tutores. A dinâmica familiar em torno desses cães evoluiu, refletindo mudanças na sociedade e na forma como entendemos a relação humano-animal.

Companhia e suporte emocional

Uma das razões mais fortes para a popularidade desses cães é o suporte emocional que eles proporcionam. Em um mundo cada vez mais conectado digitalmente, mas por vezes isolado socialmente, a companhia de um cão oferece conforto, reduz o estresse e a solidão. A interação com um cão libera oxitocina, o "hormônio do amor", promovendo sentimentos de bem-estar. Cães de pequeno porte, com sua proximidade física e natureza apegada, são particularmente eficazes nesse papel, adaptando-se facilmente à rotina de quem busca uma presença constante e reconfortante.

Eles se tornam confidentes silenciosos, sempre dispostos a ouvir sem julgar, e oferecem uma conexão genuína que pode ser terapêutica. Para idosos, crianças ou pessoas que enfrentam desafios de saúde mental, a responsabilidade e a alegria de cuidar de um pequeno companheiro podem ser transformadoras, incentivando rotinas mais saudáveis e oferecendo um foco positivo em seus dias.

Integração em lares com crianças e outros pets

Quando adequadamente socializados e supervisionados, os cães de madame pequeno podem ser excelentes companheiros para crianças. Eles ensinam responsabilidade, empatia e o valor do respeito pelos animais. É fundamental, no entanto, que os pais ensinem às crianças como interagir com o cão de forma segura e gentil, e que o cão, por sua vez, seja paciente e tolerante. A supervisão de um adulto é sempre recomendada em interações entre crianças pequenas e cães, independentemente do porte do animal.

A convivência com outros pets, incluindo cães de diferentes portes e gatos, também é possível com a devida introdução e manejo. Cães pequenos que crescem acostumados com a diversidade tendem a ser mais adaptáveis. Estabelecer limites claros e garantir que cada animal tenha seu espaço e atenção individualizada são chaves para uma harmonia duradoura. A decisão de ter mais de um pet deve considerar a personalidade de cada um e o espaço disponível.

O aspecto lúdico e a diversão familiar

Além do suporte emocional, esses cães trazem uma dose de leveza e diversão para o cotidiano. Suas travessuras, a forma como reagem a novas experiências e o simples ato de brincar com eles podem ser uma fonte inesgotável de alegria para toda a família. Jogos simples, passeios em parques, ou mesmo o acompanhamento em tarefas cotidianas, criam memórias afetivas e fortalecem os laços familiares. A energia contida e a curiosidade inerente a muitas dessas raças pequenas garantem momentos de descontração e entretenimento.

Ensine seu cachorro comandos simples como "dá a pata" ou "rola" para estimular sua mente e fortalecer o vínculo através do treinamento lúdico.

Considerações sobre a responsabilidade a longo prazo

É vital que a decisão de incorporar um cachorro de madame pequeno à família seja tomada com consciência da responsabilidade a longo prazo. Eles dependem de seus tutores para tudo: alimentação, saúde, higiene, exercício e afeto. A expectativa de vida longa desses cães significa um compromisso que pode durar mais de uma década. Planejar cuidados veterinários, tempo de qualidade e atenção contínua é fundamental para garantir que esses animais recebam a vida digna que merecem, transformando-os de um "mimo" em um membro amado e respeitado da família.

Tendências futuras e a evolução do "cachorro de madame pequeno"

O conceito de "cachorro de madame pequeno" está em constante evolução, refletindo as mudanças sociais, tecnológicas e nas próprias percepções sobre o papel dos animais de estimação em nossas vidas. O que antes poderia ser visto puramente como um símbolo de status, hoje é compreendido com maior profundidade em termos de bem-estar animal e a relação simbiótica entre humanos e seus companheiros caninos.

Bem-estar animal em primeiro lugar

A tendência mais notável é a crescente priorização do bem-estar animal. Tutores estão cada vez mais informados sobre as necessidades físicas, mentais e emocionais de seus cães. Isso se traduz em escolhas mais conscientes de ração, busca por cuidados veterinários preventivos de alta qualidade, adoção de práticas de treinamento baseadas em reforço positivo e um foco maior na qualidade de vida. O "mimo" superficial está dando lugar a uma dedicação mais profunda e informada, visando a saúde e a felicidade a longo prazo do animal.

A influência de redes sociais e comunidades online de tutores também desempenha um papel significativo, disseminando informações e promovendo discussões sobre os melhores cuidados. Essa troca de experiências contribui para elevar o padrão de cuidado com cães pequenos, desmistificando estereótipos e promovendo uma visão mais holística de suas necessidades.

Tecnologia a serviço do cuidado canino

A tecnologia está se tornando uma aliada indispensável. Dispositivos como câmeras de monitoramento com áudio, comedouros automáticos programáveis, brinquedos interativos controlados por aplicativo e até mesmo dispositivos vestíveis (wearables) para cães, que monitoram atividade e saúde, estão tornando a gestão da vida de um cachorro de madame pequeno mais eficiente e conectada. Essas ferramentas permitem que tutores que precisam se ausentar por longos períodos mantenham um contato mais próximo e garantam que as necessidades básicas do animal sejam atendidas em tempo real.

Raças híbridas e a diversificação de perfis

Embora raças puras continuem populares, há um interesse crescente em cães híbridos (ou "designer dogs"), como o Maltipoo (Maltês com Poodle) ou o Shih-poo (Shih Tzu com Poodle), que buscam combinar características desejáveis de diferentes raças, como a pelagem hipoalergênica do Poodle com o temperamento dócil de outras raças. Essa diversificação abre um leque de opções para tutores que buscam um cão com características específicas, adaptando-se ainda mais às suas preferências e estilos de vida.

A sustentabilidade na posse de animais

Um aspecto emergente é a consideração pela sustentabilidade na posse de animais de estimação. Isso pode envolver a escolha de alimentos com menor impacto ambiental, o uso de produtos de higiene biodegradáveis e a redução do desperdício. Para tutores conscientes, a adoção de práticas mais ecológicas se estende também aos seus animais de companhia, alinhando seus valores pessoais com o cuidado de seus pets.

Essas tendências indicam um futuro onde o "cachorro de madame pequeno" continuará a ser um companheiro amado, mas com um foco cada vez maior no bem-estar integral, na responsabilidade a longo prazo e na integração harmoniosa com um estilo de vida moderno e consciente. A evolução do conceito reflete o amadurecimento da sociedade em relação aos seus animais, reconhecendo-os plenamente como membros da família.