O que é a alergia ao redor dos olhos em cães?
A alergia ao redor dos olhos do cachorro, muitas vezes manifestada como dermatite ou irritação na pele periocular, é um sinal de que algo está incomodando o sistema imunológico do seu pet. Essa condição pode surgir de forma súbita ou se desenvolver gradualmente, impactando o conforto e a saúde ocular do animal. Entender as causas subjacentes e os sinais específicos é o primeiro passo para um tratamento eficaz e para evitar que o problema se agrave, comprometendo não apenas a pele, mas também a visão do seu companheiro canino.
- Alergia ocular em cães causa irritação e inflamação na pele ao redor dos olhos.
- É um sintoma de reações imunológicas diversas, necessitando diagnóstico veterinário.
- Sinais incluem vermelhidão, inchaço, coceira e secreção ocular.
- Tratamento foca em identificar e remover o alérgeno, além de aliviar os sintomas.
Quando um cachorro apresenta vermelhidão, inchaço, coceira intensa ou secreção anormal nas pálpebras e na pele adjacente, é um indicativo forte de que ele está lidando com uma reação alérgica. Essas manifestações não devem ser ignoradas, pois podem levar a complicações secundárias, como infecções bacterianas ou fúngicas, e causar desconforto significativo ao animal. A pele ao redor dos olhos é delicada, e qualquer inflamação pode rapidamente evoluir para quadros mais sérios se não for abordada corretamente. A identificação precoce dos gatilhos e a aplicação de um tratamento adequado são fundamentais para restaurar a saúde e o bem-estar do seu pet.
A busca por como tratar alergia ao redor dos olhos do cachorro começa com o reconhecimento de que este sintoma raramente é isolado. Geralmente, ele está associado a outras manifestações alérgicas, como coceira generalizada, queda de pelo em cachorro, ou problemas digestivos. A pele da face, especialmente na região ocular, é particularmente sensível e pode reagir de maneira mais visível a certos alérgenos ambientais, alimentares ou a parasitas. Ignorar esses sinais pode ser um erro comum, levando o tutor a tentar resolver apenas o sintoma superficial sem abordar a causa raiz, o que resulta em alívio temporário e recorrente.
É vital compreender que a pele em torno dos olhos de um cachorro é uma área com alta vascularização e sensibilidade, o que a torna propensa a inflamações agudas. Quando a resposta alérgica ocorre, o sistema imunológico libera substâncias que causam dilatação dos vasos sanguíneos, inchaço e a sensação de coceira. Se o cachorro se coçando muito essa área, pode haver lesões autoinfligidas, que abrem portas para infecções secundárias. Portanto, entender o mecanismo da alergia e como ela se manifesta especificamente nesta região é o ponto de partida para qualquer intervenção terapêutica.
Identificando os erros comuns ao tratar alergias oculares em cães
Um dos erros mais frequentes ao lidar com alergia ao redor dos olhos do cachorro é a automedicação. Tutores, na tentativa de aliviar o sofrimento do pet rapidamente, podem aplicar pomadas humanas ou medicamentos de uso geral sem a orientação de um veterinário. Esses produtos podem conter ingredientes irritantes para a pele sensível do cão, piorar a condição, ou mascarar os sintomas, dificultando o diagnóstico correto posteriormente. A pele ao redor dos olhos é extremamente delicada, e o que funciona para humanos pode ser prejudicial para cães, causando queimaduras, reações adversas ou toxicidade.
Outro equívoco comum é focar apenas no sintoma ocular, ignorando outras áreas do corpo do cachorro. A alergia periocular raramente é um problema isolado; ela é frequentemente parte de um quadro alérgico mais amplo, que pode afetar a pele do corpo todo, as orelhas ou o sistema digestivo. Se o cachorro está com doença de pele em cachorro e o problema ocular é apenas uma manifestação, tratar somente os olhos sem abordar a causa sistêmica resultará em alívio temporário e o retorno constante dos sintomas. É como apagar o fogo em um galho sem extinguir o incêndio na floresta.
A confusão entre alergia e infecção é também um erro que pode levar a tratamentos inadequados. Tanto a alergia quanto uma infecção bacteriana ou fúngica podem causar vermelhidão, inchaço e secreção. Utilizar tratamentos anti-alérgicos quando o problema é infeccioso, ou vice-versa, pode prolongar o sofrimento do animal e agravar o quadro. Por exemplo, aplicar um corticoide potente em uma infecção ativa pode suprimir a resposta inflamatória local, mas permitir que a infecção prospere, causando danos mais profundos e difíceis de reverter. A consulta veterinária é essencial para diferenciar essas condições.
Ignorar a importância da dieta na saúde da pele é mais um deslize. Muitos cães desenvolvem alergias alimentares que se manifestam cutaneamente. Acreditar que a alergia ao redor dos olhos do cachorro é apenas ambiental e não considerar a possibilidade de um componente alimentar é um erro que adia a solução. Trocar de ração sem critério ou não seguir uma dieta de eliminação supervisionada por um veterinário pode manter o cachorro em contato constante com o alérgeno alimentar, perpetuando o ciclo de inflamação e desconforto, levando a queda de pelo em cachorro e outros problemas dermatológicos.
Subestimando a necessidade de higiene e limpeza adequadas
Muitos tutores subestimam a necessidade de uma higiene específica para a área afetada. Simplesmente limpar o rosto do cachorro com água pode não ser suficiente. Resíduos de lágrimas, secreções, poeira e outros detritos podem se acumular na pele sensível ao redor dos olhos, servindo como irritantes adicionais ou mesmo como meio para o desenvolvimento de bactérias. O uso de lenços ou produtos de limpeza inadequados também pode agravar a irritação. A limpeza deve ser gentil, mas eficaz, removendo os agentes que podem estar perpetuando a inflamação ou contribuindo para o quadro.
Por que a alergia ao redor dos olhos do cachorro acontece?
As alergias, em geral, são reações exageradas do sistema imunológico a substâncias que, para a maioria dos outros indivíduos, seriam inofensivas. No caso específico da alergia ao redor dos olhos do cachorro, os gatilhos podem ser variados e se dividem em categorias principais: alérgenos ambientais, alimentares e parasitas. A pele delicada da região periocular pode ser particularmente reativa a esses estímulos, desencadeando inflamação, vermelhidão, coceira e inchaço. Compreender a origem do problema é o primeiro passo para um tratamento eficaz e para a prevenção de futuras crises.
Os alérgenos ambientais são, talvez, os mais comuns. Poeira, pólen de plantas, ácaros, mofo, e até mesmo fumaça ou produtos de limpeza podem ser inalados ou entrar em contato com a pele do cachorro, desencadeando uma resposta alérgica. Cães que passam muito tempo ao ar livre, ou que vivem em ambientes com maior concentração desses agentes, são mais propensos a desenvolver dermatite em cachorro, incluindo a forma que afeta a área dos olhos. A exposição contínua pode levar a uma sensibilização progressiva, onde o sistema imunológico reage de forma cada vez mais intensa.
Por outro lado, as alergias alimentares são uma causa significativa de problemas dermatológicos em cães, e a pele ao redor dos olhos pode ser uma das áreas mais afetadas. Certos ingredientes, como proteínas (frango, boi, laticínios, trigo), corantes artificiais ou conservantes presentes em alguns alimentos para pets, podem desencadear reações inflamatórias. Diferentemente das alergias ambientais, a alergia alimentar requer um manejo dietético específico para ser controlada. Identificar o alimento causador através de dietas de eliminação é crucial, e se não for tratada, pode levar a um cachorro sem pelo nessas regiões.
Parasitas externos, como pulgas e carrapatos, também podem ser a causa subjacente da irritação ocular. A saliva de pulga, em particular, é um alérgeno potente para muitos cães. Uma infestação, mesmo que leve, pode causar coceira intensa em todo o corpo, e a região ao redor dos olhos, por ser mais acessível à lambedura e esfregação com as patas, pode ficar mais inflamada. Embora a sarna de cachorro pegue em humano, as sarnas que afetam os cães, como a sarna demodécica ou sarcóptica, também podem manifestar-se na face, causando inflamação e perda de pelo, e requerem tratamento veterinário específico, sendo a sarna em cachorro como tratar diferente da alergia pura.
Fatores predisponentes e a pele sensível
Algumas raças de cachorro, como Poodles, Shih Tzus, West Highland White Terriers e Bulldogs, são geneticamente mais predispostas a desenvolver alergias e sensibilidades de pele. A própria anatomia facial de algumas raças, com dobras de pele ou propensão ao lacrimejamento excessivo (epífora), pode criar um ambiente propício para a irritação e infecção bacteriana secundária, que pode ser confundida ou coexistir com uma alergia primária. A constante umidade e acúmulo de secreções na área favorecem o crescimento de micro-organismos, exacerbando o quadro inflamatório.
Como tratar alergia ao redor dos olhos do cachorro: o caminho para a recuperação
O tratamento para a alergia ao redor dos olhos do cachorro deve ser multifacetado, visando não apenas aliviar os sintomas imediatos, mas também abordar a causa raiz do problema. A primeira e mais importante etapa é a consulta com um médico veterinário. Ele é o profissional capacitado para realizar o diagnóstico correto, diferenciar alergia de outras condições, e prescrever o plano terapêutico mais adequado. Tentar tratar por conta própria pode piorar a situação e atrasar a recuperação do seu pet.
Uma vez diagnosticada a alergia, o tratamento geralmente envolve uma combinação de medidas. A desensibilização ou remoção do alérgeno é primordial. Se for uma alergia alimentar, o veterinário recomendará uma dieta de eliminação com proteínas hipoalergênicas ou hidrolisadas. Para alérgenos ambientais, o foco será em reduzir a exposição, sempre que possível, e em medicações que controlem a resposta imune. Se pulgas forem o gatilho, um controle antiparasitário rigoroso e eficaz em todos os animais da casa é indispensável.
Para o alívio imediato da inflamação e da coceira, o veterinário pode prescrever medicamentos anti-histamínicos orais ou, em casos mais severos, corticosteroides por curtos períodos. É crucial seguir rigorosamente a dosagem e a duração do tratamento prescrito, pois o uso inadequado de corticoides pode levar a efeitos colaterais indesejáveis e graves a longo prazo, como a supressão do sistema imunológico, diabetes, ou problemas gastrointestinais. A abordagem com corticoides deve ser sempre cautelosa e monitorada.
Colírios ou pomadas oftálmicas, prescritos pelo veterinário, podem ser necessários para tratar a inflamação diretamente nos olhos ou pálpebras, e em alguns casos, antibióticos ou antifúngicos podem ser indicados para combater infecções secundárias que tenham se desenvolvido. A higiene local é um componente essencial do tratamento. Limpeza suave e regular da área com soluções específicas recomendadas pelo veterinário ajuda a remover secreções, detritos e a manter a pele limpa, prevenindo a proliferação de bactérias e fungos. Esse cuidado diário é vital para a recuperação e manutenção da saúde ocular.
A importância da higiene local e cuidados pós-tratamento
Após o tratamento inicial, a manutenção de uma rotina de cuidados é fundamental para prevenir novas crises de alergia ao redor dos olhos do cachorro. Isso inclui a limpeza diária da área com produtos adequados, como soluções salinas oftálmicas ou produtos de higiene específicos para a região dos olhos caninos. Escovar o pelo do cachorro regularmente e mantê-lo livre de parasitas também são medidas preventivas importantes. Em casos de alergias ambientais persistentes, o veterinário pode sugerir imunoterapia (vacinas contra alergia) como uma opção a longo prazo para dessensibilizar o cão ao alérgeno.
Prevenindo futuras crises de alergia ocular em cães
A prevenção da alergia ao redor dos olhos do cachorro envolve a criação de um ambiente mais saudável para o pet e a manutenção de cuidados contínuos. A identificação precoce de qualquer sinal de irritação e a ação rápida podem evitar que um problema pequeno se torne crônico. O monitoramento constante do bem-estar geral do seu cão, incluindo sua pele, orelhas e digestão, pode ajudar a antecipar e gerenciar potenciais problemas alérgicos antes que se manifestem de forma severa.
Manter a casa limpa e livre de alérgenos comuns é um pilar da prevenção. Aspire tapetes e sofás regularmente, lave as camas do cachorro com frequência e utilize purificadores de ar, se necessário, para minimizar a presença de pó, pólen e ácaros. Se o seu cão tem sensibilidade a mofo, certifique-se de que os ambientes estejam bem ventilados e sem umidade excessiva. Para alérgenos ambientais, o veterinário pode recomendar estratégias de dessensibilização, como a imunoterapia, que visa diminuir a reatividade do sistema imunológico do cão ao longo do tempo.
Em relação à dieta, a escolha de uma alimentação de alta qualidade, com ingredientes selecionados e sem corantes ou conservantes artificiais, pode fazer uma grande diferença. Se o seu cão foi diagnosticado com alergia alimentar, a adesão estrita à dieta prescrita pelo veterinário é inegociável. Mesmo após o controle da crise, a manutenção de uma dieta adequada ou a introdução gradual de novos alimentos sob supervisão podem ser necessárias para evitar recorrências. A qualidade da ração impacta diretamente a saúde da pele do cachorro.
O controle rigoroso de parasitas externos, como pulgas e carrapatos, é fundamental. Utilize produtos antipulgas e anticarrapatos recomendados pelo seu veterinário de forma regular, garantindo a proteção contínua do seu cão. Lembre-se que a alergia à picada de pulga é uma das alergias mais comuns em cães e pode desencadear uma reação inflamatória generalizada, incluindo a área dos olhos. Uma higiene adequada do ambiente onde o cão vive também é crucial para evitar a proliferação desses parasitas.
Um manejo proativo e consistente é a chave para manter a pele sensível ao redor dos olhos do seu cachorro saudável e livre de inflamações.
Educar-se sobre os sinais precoces de irritação e aprender a diferenciar uma leve vermelhidão de um problema mais sério é parte da prevenção. Se notar qualquer alteração, como coceira excessiva, vermelhidão persistente, inchaço ou secreção incomum, procure orientação veterinária sem demora. A prevenção não se trata apenas de evitar o problema, mas de estar preparado para agir rapidamente caso ele surja, minimizando o impacto sobre a saúde e o conforto do seu animal de estimação.
Mantenha sempre um estoque de produtos de higiene recomendados pelo veterinário para a limpeza ocular do seu cão, utilizando-os conforme a necessidade para remover secreções e resíduos que possam irritar a pele sensível ao redor dos olhos.
O papel da nutrição e suplementação na saúde ocular canina
A nutrição desempenha um papel central na manutenção da saúde da pele e do sistema imunológico de qualquer animal, incluindo cães com tendência a alergias. Uma dieta balanceada e de alta qualidade pode fortalecer as barreiras cutâneas, reduzir a inflamação e ajudar o corpo a lidar melhor com gatilhos alérgicos. Quando falamos de alergia ao redor dos olhos do cachorro como tratar, a dieta é frequentemente um dos pilares do tratamento, especialmente quando há suspeita de alergia alimentar.
Alimentos ricos em ácidos graxos ômega-3 (EPA e DHA), encontrados em óleos de peixe de boa qualidade, são conhecidos por suas propriedades anti-inflamatórias. Esses nutrientes podem ajudar a modular a resposta imune e a reduzir a inflamação na pele, o que é benéfico para cães que sofrem de dermatite alérgica. A suplementação com ômega-3, quando recomendada por um veterinário, pode ser uma excelente adição ao plano de tratamento, auxiliando na recuperação da pele irritada e na diminuição da coceira. A queda de pelo em cachorro muitas vezes melhora com a suplementação adequada de ômegas.
Vitaminas e minerais também são essenciais. A vitamina E, por exemplo, é um antioxidante que ajuda a proteger as células da pele contra danos. O zinco é outro mineral importante para a saúde da pele, desempenhando um papel na cicatrização e na integridade da barreira cutânea. A deficiência desses nutrientes pode comprometer a capacidade da pele de se defender contra irritantes e infecções, tornando o cão mais suscetível a problemas como dermatite em cachorro. Uma ração formulada com nutrientes balanceados geralmente supre essas necessidades.
É fundamental, contudo, que qualquer suplementação seja feita sob orientação veterinária. O excesso de alguns nutrientes pode ser tão prejudicial quanto a deficiência. Um profissional poderá avaliar as necessidades específicas do seu cão, considerar sua condição de saúde geral e quaisquer outras medicações que ele esteja tomando, para recomendar os suplementos mais adequados e as doses corretas. Uma dieta equilibrada e, se necessário, suplementos específicos, podem ser ferramentas poderosas para ajudar a controlar a alergia ao redor dos olhos do cachorro e melhorar a qualidade de vida dele.
Atenção a ingredientes e fontes de proteína na ração
Ao escolher uma ração, preste atenção à lista de ingredientes. Proteínas comuns como frango, carne bovina e laticínios são os alérgenos mais frequentes em cães. Se o seu cão tem histórico de alergias, considere rações com fontes de proteína alternativas, como cordeiro, pato, peixe ou proteínas hidrolisadas ou de insetos. Para cães com pele sensível, rações enriquecidas com vitaminas do complexo B e outros nutrientes que promovem a saúde da pele podem ser particularmente benéficas, ajudando a combater o cachorro se coçando muito.
Considerações sobre tratamentos alternativos e complementares
Ao buscar formas de como tratar alergia ao redor dos olhos do cachorro, muitos tutores se interessam por abordagens alternativas ou complementares. Embora a medicina veterinária convencional seja a base do tratamento, algumas terapias podem oferecer suporte adicional, sempre com a aprovação e supervisão do veterinário. É importante ressaltar que essas abordagens não substituem os tratamentos prescritos, mas podem ser coadjuvantes valiosos para o bem-estar do animal.
A acupuntura veterinária, por exemplo, tem demonstrado benefícios em cães com condições inflamatórias crônicas, incluindo algumas alergias. Ela pode ajudar a modular o sistema imunológico, aliviar a dor e o desconforto associados à inflamação e promover um estado geral de relaxamento. Para cães que se coçam muito, a redução do estresse e da ansiedade pode ser um fator importante no controle da condição.
Terapias com óleos essenciais devem ser abordadas com extrema cautela e apenas sob orientação de um profissional qualificado em aromaterapia veterinária. Muitos óleos essenciais são tóxicos para cães, mesmo quando diluídos, e a aplicação direta na pele sensível ao redor dos olhos seria perigosa. No entanto, alguns óleos, quando usados corretamente em difusores ou em diluições muito específicas e seguras, podem ter efeitos calmantes ou antimicrobianos leves. Jamais aplique óleos essenciais sem supervisão veterinária.
A fitoterapia, ou o uso de plantas medicinais, também pode ser considerada. Algumas ervas possuem propriedades anti-inflamatórias, calmantes ou cicatrizantes que podem ser úteis. Por exemplo, a camomila ou a calêndula, em preparações específicas e seguras para uso veterinário, podem ser usadas para compressas suaves na área afetada, ajudando a aliviar a irritação. No entanto, a dosagem e a segurança de produtos fitoterápicos devem ser rigorosamente avaliadas por um veterinário com conhecimento nessas áreas para evitar reações adversas ou interações medicamentosas. A ideia é complementar, não substituir, o tratamento médico.
Quando considerar tratamentos complementares?
Tratamentos complementares podem ser considerados quando o cão não responde totalmente ao tratamento convencional, ou quando se busca reduzir a necessidade de medicamentos de uso prolongado, como corticoides. Eles são mais eficazes quando utilizados em conjunto com as recomendações veterinárias. É essencial discutir abertamente com seu veterinário sobre o interesse em tratamentos alternativos, pois ele poderá orientá-lo sobre quais são seguros e potencialmente benéficos para o caso específico do seu cachorro, evitando que você caia em armadilhas ou use algo prejudicial.
A importância do diagnóstico veterinário e os exames disponíveis
Quando se depara com uma alergia ao redor dos olhos do cachorro como tratar, a primeira e indispensável ação é buscar a orientação de um médico veterinário. A pele periocular é uma área sensível, e os sintomas de irritação podem mimetizar outras condições oculares ou dermatológicas que exigem abordagens distintas. Um diagnóstico preciso é a fundação sobre a qual todo o plano de tratamento eficaz será construído, garantindo que o seu cão receba o cuidado adequado e seguro.
O veterinário iniciará a consulta com uma anamnese detalhada, coletando informações sobre o histórico do seu pet, incluindo quando os sintomas começaram, sua evolução, dieta, ambiente em que vive, exposição a parasitas e se há outros animais ou pessoas na casa com problemas de pele. Em seguida, realizará um exame físico minucioso, focando na região ocular, mas também avaliando a pele do corpo inteiro, ouvidos e mucosas. Essa avaliação clínica é crucial para diferenciar, por exemplo, uma dermatite alérgica de uma infecção bacteriana ou fúngica, ou até mesmo de um problema primário ocular.
Para identificar a causa exata da alergia, o veterinário poderá solicitar exames complementares. Testes intradérmicos ou sorológicos para alergias ambientais podem ajudar a identificar alérgenos específicos como pólen, ácaros ou mofo, permitindo a formulação de vacinas de dessensibilização (imunoterapia) ou estratégias de controle ambiental mais direcionadas. Esses testes são realizados em clínicas especializadas e auxiliam a traçar um plano de manejo a longo prazo, especialmente para casos crônicos.
Em casos de suspeita de alergia alimentar, o padrão ouro é a dieta de eliminação. Consiste em oferecer ao cão uma dieta com fontes de proteína e carboidrato que ele nunca consumiu antes (proteínas hidrolisadas ou novas), por um período de 8 a 12 semanas. Durante esse tempo, nenhuma outra comida, petisco ou suplemento é permitido. Se os sintomas melhorarem significativamente, o veterinário reintroduzirá gradualmente os ingredientes originais para identificar qual deles desencadeia a reação. Este processo é trabalhoso, mas altamente eficaz para diagnosticar alergias alimentares, que frequentemente causam doenças de pele em cachorro.
Diferenciando alergias de outras condições oculares
É vital que o veterinário também descarte outras causas de irritação ocular. Condições como conjuntivite viral ou bacteriana, entrópio (pálpebra virada para dentro), ectrópio (pálpebra virada para fora), triquíase (pelos que crescem em direção ao olho), úlceras de córnea ou glaucoma podem apresentar sinais semelhantes, como vermelhidão, lacrimejamento excessivo e desconforto. Um exame oftálmico completo, que pode incluir testes como o de Schirmer para medir a produção de lágrimas ou a fluoresceína para detectar úlceras, é essencial para garantir um diagnóstico preciso e um tratamento eficaz, evitando que o problema se agrave e leve a um cachorro sem pelo ou com cegueira.
Mitos e verdades sobre alergias oculares em cães
O universo das alergias em animais é repleto de informações desencontradas. No caso da alergia ao redor dos olhos do cachorro como tratar, desmistificar alguns conceitos é fundamental para que os tutores tomem as melhores decisões para a saúde de seus pets. Muitas crenças populares podem levar a atrasos no diagnóstico ou a tratamentos inadequados, impactando negativamente o bem-estar canino.
Mito: A vermelhidão ao redor dos olhos do cachorro é sempre uma conjuntivite que pode ser tratada com colírio humano. Verdade: A vermelhidão pode ser apenas um sintoma de uma alergia sistêmica ou local, e colírios humanos podem conter ingredientes irritantes ou prejudiciais para os cães. Somente um veterinário pode diagnosticar a causa e prescrever o tratamento correto, que pode incluir colírios veterinários específicos, anti-histamínicos orais ou mudanças na dieta, e não apenas um colírio para conjuntivite.
Mito: Cães com alergia ocular sempre apresentam coceira intensa em todo o corpo. Verdade: Embora a coceira generalizada seja comum em alérgicos, a pele ao redor dos olhos é uma área sensível que pode reagir intensamente mesmo sem coceira severa em outras partes. Em alguns casos, o principal sintoma pode ser apenas a irritação local, vermelhidão e inchaço. Isso não diminui a importância de investigar a causa subjacente.
Mito: Apenas raças específicas sofrem de alergias oculares. Verdade: Embora algumas raças tenham predisposição genética maior, qualquer cachorro, independentemente da raça, pode desenvolver alergias. Fatores ambientais, alimentares e exposições a parasitas afetam todos os cães. A atenção deve ser dada a todos os animais, buscando entender as particularidades de cada um.
Mito: Sarna em cachorro pega em humano e causa alergia nos olhos. Verdade: A maioria das sarnas que afetam cães não é zoonótica, ou seja, não passa para humanos. A sarna sarcóptica é uma exceção, mas geralmente causa lesões mais generalizadas e pruriginosas em humanos, não especificamente uma alergia ocular. A alergia ocular em cães raramente é causada por sarna que afeta humanos; é mais comum que seja resultado de reações a alérgenos ambientais, alimentares ou picadas de pulga.
Mito: Uma vez que os sintomas desaparecem com o tratamento, a alergia está curada. Verdade: Alergias são, em sua maioria, condições crônicas. O tratamento visa controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do cão, mas a causa subjacente raramente é eliminada completamente. É necessário um manejo contínuo, monitoramento e, muitas vezes, adaptações no estilo de vida e dieta do animal para prevenir futuras crises. A recorrência é comum se as medidas preventivas não forem mantidas.
